— Deixe-me pensar bem sobre isso. Pensar bem.
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À noite.
Naiara Jasmim e Afonso Xavier foram jantar na mansão.
Henrique não mencionou o assunto do telefonema.
A família teve um jantar agradável e descontraído.
Após a refeição, Naiara foi fazer companhia ao bebê.
Afonso, por sua vez, foi chamado por Henrique para o escritório.
Assim que Eduardo fechou a porta, Henrique começou a falar.
— O Ricardo me ligou hoje. No começo, eu não atendi, mas depois inventei uma desculpa de que estava viajando para fugir de um encontro presencial. Mas ele insistiu em falar sobre o seu casamento com a Isabella pelo telefone. Ele quer que a cerimônia aconteça o mais rápido possível, já que o estado de saúde da Helena é uma incógnita e ela pode partir a qualquer momento. Afonso, o que você pretende fazer sobre isso?
Estavam entre a cruz e a espada.
Tanto pela lógica quanto pela consideração que tinham pelas famílias, não poderiam agir de forma impiedosa.
Afonso franziu a testa, pronto para expressar o que tinha em mente.
Porém, Henrique se adiantou:
— Eu e o seu tio Eduardo pensamos em uma boa alternativa.
Afonso engoliu as palavras que estava prestes a dizer.
— Que alternativa?
— Já que a Isabella sabe sobre você e a Naiara, por que não fazemos um casamento falso com ela só para enganar a Helena? Quando tudo isso acabar com ela, cancelamos formalmente o noivado com a família Âncora. O que acha?
O olhar de Afonso escureceu.
— E a Naiara? O senhor não considera os sentimentos da sua nora?
Henrique suspirou, impotente.
— Eu sei que não é justo com a Naiara, mas é a única saída que temos agora. Além disso, a Naiara é uma mulher sensata. Tenho certeza de que ela entenderia.
— Mesmo que ela entenda, eu não aceito — rebateu Afonso. — Não existe isso de casamento falso. Uma vez realizada a cerimônia, ela se torna real aos olhos de todos. Por mais falsa que seja a intenção, a realidade é outra. Não quero ter mais nenhum tipo de laço com a Isabella. Se eu aceitar esse teatro, a situação só vai virar uma teia impossível de desenredar.
O olhar de Naiara repousava com infinita ternura no rosto do filho, enquanto cantarolava uma melodia suave, embalando-o pacientemente.
A esposa que ele amava ali ao seu lado, o filho tão saudável e adorável.
Não era exatamente essa vida tranquila e comum, cheia de calor humano, que ele sempre desejara?
Afonso se aproximou em silêncio e inclinou-se para beijar a bochecha do bebê.
O pequeno pestanejou e, finalmente, adormeceu.
Naiara o colocou delicadamente no berço.
— Olhe para ele... Parece que já cresceu um pouco mais.
Afonso a envolveu nos braços, e os dois ficaram observando o bebê dormir.
— Nessa fase, eles crescem muito rápido. Mudam de um dia para o outro. Mas os traços dele estão cada vez mais parecidos com os seus.
Naiara encostou a cabeça no peito do marido, o coração transbordando de contentamento.
— Meu amor... vamos ter outro filho no futuro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...