No meio do trajeto.
Afonso atendeu o telefone.
— Chefe, o alvo acabou de sair do hospital. Parece que houve um problema na empresa, ele está a caminho da sede do Grupo Âncora.
— Entendido — respondeu Afonso.
Ele desligou e encostou a cabeça no banco de couro do carro. Seus olhos emanavam uma frieza cortante.
José não perguntou nada, apenas afundou o pé no acelerador, aumentando a velocidade da Mercedes. Ele sabia exatamente o que seu patrão estava prestes a fazer. O Sr. Afonso só encontraria paz quando resolvesse as coisas com as próprias mãos.
Quarenta minutos depois.
No estacionamento subterrâneo do Grupo Âncora.
Dois carros de luxo frearam bruscamente, quase colidindo de frente.
Através do para-brisa, Fausto viu o homem descendo do carro oposto. O rosto de Afonso estava sereno, mas o olhar era afiado como uma lâmina de gelo.
Fausto não pareceu surpreso. Ele abriu a porta e também desceu.
Afonso tirou o paletó e o entregou nas mãos de José.
— Sr. Afonso, deixe isso comigo — sussurrou o assistente.
— Eu mesmo faço isso — respondeu Afonso, entregando também o celular a José. — Se a minha esposa ligar, diga que estou ocupado e retorno mais tarde.
— Sim, senhor.
Afonso arregaçou as mangas da camisa com calma metódica, revelando os braços fortes e os músculos bem definidos.
No instante em que Fausto se aproximou, Afonso atacou.
Fausto recebeu um soco devastador direto no rosto. Foi um golpe infinitamente mais pesado do que o de Breno.
O sangue brotou quase instantaneamente no canto da boca de Fausto. Ele se equilibrou, passando o polegar pelo ferimento para limpar o sangue.
Fausto deu um sorriso torto, uma mistura de provocação e deboche.
— Eu realmente perdi a cabeça mais cedo. Esse soco pode servir como o meu pedido de desculpas a ela.
— Mas o que você deve à Isabella, você ainda vai ter que pagar.
A poucos metros de distância, José observava tenso. Os dois homens eram rápidos. Claramente, Fausto também tinha um excelente treinamento em artes marciais.
Mas Afonso praticava combate desde criança, sendo muito superior na técnica. Após dezenas de trocas de golpes, Fausto já não conseguia mais se defender e recuava sem parar.
Isabella o encarou, completamente desnorteada.
— Afonso, do que você está falando? Quem machucou ela? E quem é esse irmão? Eu nunca a machuquei!
Ela hesitou por um segundo.
— Você está com raiva daquela entrevista que eu dei na TV? Eu não tive escolha! Era o único jeito de evitar que a minha mãe suspeitasse de algo. Eu não fiz por mal!
Os olhos de Afonso eram como abismos sombrios.
— Se quer detalhes, pergunte ao seu irmão. Não vou gastar minha saliva com você.
— José.
O assistente deu um passo à frente.
— Sim, Sr. Afonso.
— Vamos buscar a minha esposa para jantar na Mansão Xavier. Aproveitaremos para ver o pequeno Bento.
— Entendido, senhor!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...