O "sim, senhor" de José ecoou pelo estacionamento com mais força e orgulho do que o normal.
Isabella largou o irmão e correu atrás de Afonso.
— Afonso, me explica direito! O que aconteceu? E por que você fez aquela coletiva?! Você tem noção de que fazendo isso, você...
O olhar que Afonso lançou a ela era gélido e totalmente distante.
— Pergunte ao seu irmão e à sua mãe. Eles lhe darão todas as respostas.
Isabella observou as costas de Afonso se afastando sem hesitação. Pela primeira vez na vida, sentiu a dor cruciante de um coração sendo rasgado.
Ela voltou a passos trôpegos até Fausto, as lágrimas já embargando a voz.
— Fausto, o que foi que vocês fizeram?
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No quarto do hospital VIP.
Os olhos de Gualter estavam fixados na tela do celular, encarando a foto em que Naiara estava sendo estrangulada.
Se não fosse pela perna imobilizada e por Quitéria o segurando com força, ele já teria ido atrás de Fausto Âncora para fazer justiça com as próprias mãos.
Neste mundo cheio de falsidade, Naiara era a única pessoa que o tratava bem sem segundas intenções. Vê-la sendo agredida despertou um ódio visceral em Gualter.
Quitéria também transbordava indignação.
— Se eu soubesse, teria ido junto com a Sra. Naiara!
Gualter a fuzilou com o olhar.
— E adiantaria alguma coisa? O que você poderia fazer contra aquele animal?
Se ele estivesse lá, garantiria que a mão de Fausto fosse quebrada para sempre.
Quitéria se encolheu, sem graça.
— Pelo menos eu poderia tentar ajudar.
— Ajudar o caramba! Se você conseguisse se proteger, já seria um milagre — retrucou Gualter.
Quitéria fez bico.
— Por que você sempre me acha inútil...?
— Ele só está descontando a raiva em você porque está de mãos atadas, minha querida.
Fábio Marques e Cícero entraram no quarto de supetão. Gualter se surpreendeu.
— Sr. Fábio, Sr. Cícero? O que fazem aqui?
— Eu e o Cícero tínhamos uns assuntos a resolver aqui por perto e decidimos passar para ver como você está — disse Fábio. — E aí? Como vai a recuperação?
— Estou melhor. Só essa perna que...
Cícero deu dois tapinhas no ombro do rapaz.
Antes que Gualter pudesse se explicar, Quitéria se meteu para apaziguar a situação.
— Não é isso, o Gualter não quis dizer isso! Ele só está preocupado com o Sr. Afonso.
Fábio arqueou uma sobrancelha, divertido.
— Você encontrou uma namorada que vale ouro, garoto.
Quitéria, de repente, se lembrou de algo.
— Sr. Fábio, faz muito tempo que eu não vejo a Yara. Ela foi embora da cidade?
Fábio enrijeceu por alguns segundos.
— Por que tocar no nome dela do nada?
Quitéria percebeu o clima tenso e calou a boca. Cícero deu um sorriso de lado, instigando:
— Qual o problema? O nome da Srta. Yara agora é tabu?
Fábio descruzou as pernas, a impaciência estampada no rosto.
— O que passou, passou.
Assim que as palavras saíram de sua boca, a porta do quarto se abriu abruptamente. Todos os olhares convergiram para a figura na soleira.
Falando no diabo, lá estava ela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...