Os lábios de Cícero se curvaram em um sorriso imperceptível.
— Muito bem dito. O meu amigo tem um caráter excelente. E, por um acaso do destino, ele está solteiro e é apenas três anos mais velho que você. Quem sabe, dividindo o apartamento, vocês não se deem bem e acabe surgindo um romance?
Fábio sentiu a irritação escalar até o limite.
— Eu vou embora.
Cícero o puxou pelo braço, obrigando-o a ficar.
— Calma lá, a conversa ainda nem acabou. Pra que essa pressa toda?
— Não tenho mais nada pra fazer aqui — rosnou Fábio.
Cícero deu um chute discreto por baixo da cadeira, acertando a canela do amigo.
— Você a humilhou na frente de todo mundo da última vez, deixando ela sem reação. Você acha mesmo que a garota vai continuar correndo atrás de você como um cachorrinho? Ela tem dignidade, sabia?
E continuou, em um tom que só Fábio pudesse ouvir:
— Se você se importa, engole o orgulho e fala logo. Você já tem trinta anos nas costas, vai continuar com esse joguinho de fingir que não liga?
— Se não se importa de verdade, então fica quieto e cala a boca. Só não venha choramingar arrependido depois.
— Porque eu, sinceramente, não me importo nem um pouco de bancar o cupido e apresentar um bom partido pra ela.
Fábio trincou a mandíbula.
— Desde quando você se importa com a vida amorosa dos outros?
Cícero deu aquele meio sorriso irônico de sempre.
— De vez em quando é divertido.
Yara, após trocar um olhar com Fábio carregado de decepção, virou-se para Cícero.
— Então está combinado. Eu vou me hospedar com você.
— Ótimo. Posso te levar até lá agora mesmo, se quiser — sugeriu Cícero.
— Eu adoraria.
Yara voltou a se despedir de Gualter.
— Gualter, eu vou deixar minhas malas no apartamento e dar uma arrumada nas coisas. Amanhã eu volto pra te visitar. Tem alguma coisa que você queira comer? Eu trago pra você.
Cícero deu um sorriso misterioso, em silêncio.
Esse tal "amigo" não existia. Ele havia inventado o rapaz inteiramente para testar os nervos de Fábio.
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Mansão Xavier.
Quando Afonso chegou em casa, Naiara já o esperava há meia hora.
Eduardo abriu a porta principal e avisou em tom reverente:
— O Sr. Henrique está no escritório resolvendo uns assuntos. A Sra. Naiara está na brinquedoteca com o pequeno Bento.
Afonso tirou o paletó, lavou as mãos e caminhou até o quarto do bebê.
Ao empurrar a porta, a frieza em seus olhos foi imediatamente substituída por uma ternura palpável. Sua esposa estava sentada no sofá segurando o filho deles, sorrindo docemente. Era um retrato de pura paz e quietude.
Ao ouvir os passos, Naiara ergueu o rosto. O sorriso terno alcançou seus olhos.
— Você chegou, meu amor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...