Entrar Via

Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1093

Afonso havia viajado a trabalho por quarenta e oito horas.

Mas apenas esses dois dias foram suficientes para que a saudade o consumisse completamente.

O sorriso de Naiara exalava pura felicidade.

— Tá bom, meu bem. Fico te esperando.

Gualter estalou a língua no céu da boca, fingindo desgosto.

— Por que eu tenho a sensação de que o todo-poderoso Rei do mundo cibernético age feito um cachorrinho carente com você?

Naiara soltou uma risadinha suave.

— Eu também sou carente por ele.

Gualter balançou a cabeça.

— Meu Deus do céu, vocês dois são terríveis juntos. Sério.

— Gualter. — O tom de voz de Naiara de repente ficou sério.

— O que foi, chefe?

— Se eu passasse o comando definitivo da Nuvem Pioneira para as suas mãos... você conseguiria proteger a empresa por mim?

Gualter demorou alguns segundos para entender a magnitude daquela pergunta.

— O que você quer dizer com isso?!

Ela não deu mais detalhes.

— Te explico melhor quando as coisas estiverem mais claras na minha cabeça.

Meia hora depois, Afonso chegou.

Ao abrir a porta da antessala do hospital, encontrou Naiara adormecida no sofá.

Alguém a havia coberto com uma manta quente para que não pegasse um resfriado por causa do ar-condicionado.

— Ela deve estar exausta. — sussurrou Gualter.

Afonso se abaixou diante do sofá e beijou delicadamente a testa da esposa.

Em seguida, caminhou até a beira da cama de Gualter.

— E aí, como está a perna?

— O médico disse que a recuperação está indo muito bem. Se eu não faltar à fisioterapia, poderei andar normalmente logo.

Afonso apertou o ombro dele em um gesto camarada.

— Fique 100% logo. Não quero minha mulher trabalhando tanto, carregando a Nuvem Pioneira sozinha.

Gualter sorriu.

— Pode deixar, cunhado. Volto o mais rápido possível.

Quando Afonso se virou novamente, notou que Naiara havia despertado.

— Minha voz te acordou?

Ela se sentou, espreguiçando-se preguiçosamente.

— Você chegou.

Naquele dia, por insistência do velho Henrique Xavier, Naiara e Afonso haviam se mudado para a imensa Mansão Xavier.

A babá Felícia, a pequena Natália, e até Bolinha, o cachorro, foram com eles.

Foi como levar uma caravana inteira. A mansão gigante e solitária dos Xavier, que antes parecia um túmulo frio de tão silenciosa, de repente se encheu de ecos de risadas e de vida.

No início, Natália não conseguia se soltar, um pouco assustada com a figura imponente do patriarca. Mas bastou alguns dias de convivência para descobrir que Henrique era um avô babão e encantador.

Henrique, obviamente, queria muito um neto de sangue. Mas para aquela garotinha que o destino havia jogado na porta de sua casa, ele ofereceu todo o afeto do mundo, tratando-a como se fosse uma Xavier autêntica.

Com um novo "neto" a caminho e a adorável neta adotiva exigindo atenção, Henrique e Eduardo passavam os dias ocupadíssimos, correndo de um lado para o outro na mansão.

E felizes da vida.

Os dois velhos senhores esbanjavam mais energia vital do que muitos adolescentes.

Henrique, assim como Afonso, nunca tinha sido do tipo de abraçar a ideia de ter gatos ou cães.

Naiara, de início, ficou receosa de que levar Bolinha para a mansão principal fosse gerar constrangimento ou irritar o sogro.

Mas o resultado surpreendeu a todos. Henrique aceitou Bolinha de braços abertos. Quando Felícia estava sobrecarregada na cozinha, era o próprio patriarca bilionário quem colocava a coleira e saía pelos jardins milionários passeando com o vira-lata resgatado.

Naiara entendia muito bem o que tudo aquilo significava.

Fosse Natália, o cachorro Bolinha, ou a empregada Felícia — todas aquelas vidas haviam sido trazidas por ela. O sogro, querendo garantir que ela se sentisse dona da casa e não sofresse qualquer tipo de desconforto emocional, aceitou todo mundo incondicionalmente.

Ele tratava o cachorro como seu fiel companheiro de caminhada.

E abraçou Felícia e Natália como legítimos membros de sua família.

E por isso, o coração de Naiara estava repleto da mais profunda e verdadeira gratidão.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê