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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1094

Ao chegarem a um lugar isolado, Afonso não conseguiu se conter. Ele abaixou a cabeça e selou os lábios de Naiara com os seus.

Naiara correspondeu por um instante, mas logo o empurrou de leve.

— Não, espere até chegarmos em casa...

Afonso sorriu.

— Tudo bem, vamos para casa.

No meio do caminho, Naiara ligou para Leonardo, mas ninguém atendeu.

Ela tentou ligar para Belmira.

Belmira também não atendeu.

Naiara ligou duas vezes seguidas.

Continuava sem resposta.

Ao notar a expressão de preocupação no rosto da esposa, Afonso não disse nada. Apenas aproveitou o sinal vermelho para fazer o retorno com o carro.

— Vamos até lá dar uma olhada.

Naiara hesitou por um momento.

— Mas prometemos que voltaríamos para jantar com seu pai.

— Ligue para ele e explique. Nós voltaremos um pouco mais tarde — disse Afonso.

O trânsito estava um pouco congestionado, e o trajeto levou mais tempo do que o esperado.

Durante todo esse tempo, não houve nenhuma ligação de volta.

A inquietação de Naiara só aumentava.

Ultimamente, ela estivera tão ocupada que mal tivera tempo de demonstrar carinho pelo padrinho e pela madrinha. Ela havia ligado apenas uma vez para perguntar sobre a situação de Leonardo.

Na ocasião, Belmira disse que ele ainda estava suspenso sob investigação, sem nenhum desfecho, e pediu que Naiara não se preocupasse com eles.

E Naiara realmente acabou deixando a preocupação de lado.

Agora, parando para pensar, sentia-se uma péssima afilhada.

Apertaram a campainha por um longo tempo, mas ninguém veio abrir a porta.

Afonso ligou para um chaveiro.

O profissional chegou rápido.

Assim que a porta foi destrancada, Naiara entrou correndo.

Não havia ninguém na sala ou na cozinha. Foi apenas ao abrir a porta do quarto que a encontraram.

Mas...

A respiração de Naiara falhou, e suas pernas quase cederam.

Belmira estava caída no chão, pálida como cera.

Afonso ajoelhou-se, tomou a senhora nos braços e correu para fora.

Naiara os seguiu às pressas.

A caminho do hospital, Belmira recobrou a consciência.

No entanto, sua mente estava confusa. Era como se tivesse perdido a memória, a ponto de não conseguir reconhecer nem mesmo Naiara.

Naiara não se permitiu pensar no pior.

Esperaria os resultados dos exames antes de tirar conclusões.

...

— A culpa foi minha. Serei mais atencioso daqui para frente — interveio Afonso, dirigindo-se ao médico.

Depois que Belmira foi levada para o centro cirúrgico, Naiara começou a tremer levemente.

Ela não tinha medo de sua própria vida ou morte.

O que a aterrorizava era ver as pessoas que amava partindo.

Ela realmente não queria passar por aquela dor de perda novamente.

Doía demais.

Fábio chegou apressado ao hospital e trouxe notícias sobre Leonardo.

— A corregedoria desceu para investigar. Ele foi chamado para prestar depoimento e está incomunicável no momento.

— Pelos contatos internos que tenho, me disseram que, mesmo que ele seja inocentado, nosso padrinho não vai conseguir voltar ao cargo antigo. Vão transferi-lo para outro lugar só para apagar incêndios.

— Basicamente, querem usá-lo como bode expiatório. Assim que algo der errado, terão a desculpa perfeita para derrubá-lo de vez.

Cada passo daquele plano parecia meticulosamente desenhado para arruiná-lo completamente.

Naiara permaneceu em silêncio por um longo tempo.

— Amor — chamou ela.

Afonso a abraçou.

— Não se preocupe. Vou dar um jeito nisso.

— Fique aqui e espere minha madrinha sair da cirurgia. Eu preciso sair por um instante — disse Naiara.

— Me escute, eu... — tentou Afonso.

— Amor — interrompeu ela, já com a expressão recomposta e a voz calma. — Escute o que eu tenho a dizer.

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