Naiara inclinou-se e acariciou a cabeça felpuda da cachorrinha.
— Pai, por que ainda estão todos acordados?
Eduardo tomou a palavra:
— O Sr. Xavier cismou que precisava ir ao hospital esta noite. Estávamos prestes a sair quando vocês chegaram.
Uma onda de emoção invadiu o peito de Naiara.
Ela realmente amava aquela atmosfera familiar. Era um ambiente cheio de calor humano e afeto genuíno.
— Pai, já está muito tarde. — repreendeu Naiara, com doçura. — Se o senhor quiser ir, vá amanhã. Na sua idade, não pode ficar se desgastando desse jeito. Parece até criança.
Longe de se ofender com a bronca, Henrique riu com gosto.
— Desde que ganhei meu precioso neto, sinto que rejuvenesci uns bons dez anos! Eu só estava preocupado. Queria ver com os meus próprios olhos para ter certeza de que tudo estava bem.
— Fique tranquilo, pai. O pior já passou. E a corregedoria retirou todas as acusações contra o padrinho. Ele já foi reintegrado ao cargo e ainda ganhou licença de quase um mês para cuidar da madrinha.
Ao ouvir isso, Henrique franziu o cenho, refletindo por alguns segundos.
— Tem algo muito esquisito nessa história.
— Eu e a Naiara tivemos exatamente a mesma sensação. — concordou Afonso.
Eduardo se intrometeu na conversa:
— Será que algum contato poderoso do Sr. Leonardo mexeu os pauzinhos nos bastidores?
— Com toda a certeza alguém de peso interveio. — afirmou Henrique. — Caso contrário, esse assunto nunca morreria tão fácil. Mas fazer a corregedoria recuar assim, num estalar de dedos... isso não é trabalho para qualquer um. Quem poderia ser?
A pergunta pairou no ar, sem resposta.
Fosse quem fosse, contanto que estivesse do lado de Leonardo, não havia motivo para preocupação.
Foi então que Naiara se lembrou de algo importante.
— A propósito, pai... o tio Bernardo e a família vieram jantar hoje e nós não estávamos. Ele deve ter ficado furioso, não?
Henrique soltou um bufo desdenhoso.
— Eu já expliquei a situação a ele, mas ainda assim tive que ouvir uma enxurrada de reclamações inúteis.
Naiara podia perfeitamente imaginar o teor das queixas.
O tio havia ido visitá-los pessoalmente. Sendo aquela a primeira vez que conheceria a esposa de Afonso, ser deixado plantado daquela forma certamente não cairia bem.
De volta ao quarto, Naiara sorriu impotente para o marido.
— Pelo visto, acabei de arrumar inimizade com o seu tio e o Vitor.
Afonso a ajudou a tirar o casaco e o pendurou junto com o seu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...