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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1102

No dia seguinte.

Naiara foi direto para a empresa.

Sua intenção era repassar algumas diretrizes urgentes e seguir direto para o hospital para fazer companhia a Belmira. Ela havia prometido que cuidaria da madrinha pessoalmente até que ela recebesse alta.

Logo no saguão, ela esbarrou em Beatriz.

A garota caminhou até Naiara por vontade própria.

No entanto, a palavra "cunhada" engasgou em sua garganta e se recusou a sair. Por fim, optou por um seco "Sra. Naiara".

Naiara, por sua vez, não se importava nem um pouco com a forma como era chamada.

— Bom dia.

— Quero tirar dois dias de folga. — disparou Beatriz.

Naiara apertou o botão do elevador com precisão fria.

— Se quer tirar folga, passe pelo RH. Peça para o seu supervisor direto assinar a solicitação e entregue ao departamento responsável. Não precisa passar por mim.

Beatriz parecia estar de excelente humor hoje. O sorriso não saía do seu rosto.

— Ah, estou com preguiça de seguir o protocolo. Pensei em apenas te avisar diretamente.

Naiara virou o rosto e a encarou com uma indiferença cortante.

— E por que você acha que está isenta de seguir o protocolo?

— Porque somos uma família, ué.

Naiara deixou escapar um riso anasalado.

— Desde quando você me considera parte da família?

Ela sabia muito bem o que havia acontecido no jantar na Mansão Xavier. Bernardo e Vitor haviam comparecido, mas Beatriz, não. Era óbvio que a prima de Afonso ainda se recusava a aceitá-la como cunhada.

— Mesmo que fôssemos da mesma família, negócios são negócios. Cada etapa do processo deve ser respeitada. Caso contrário, sua folga está negada.

As portas do elevador se abriram. Beatriz continuou plantada no lugar.

Naiara entrou na cabine.

— Não vai entrar?

Beatriz fez um bico, visivelmente contrariada.

Naiara simplesmente apertou o botão para fechar a porta.

No último segundo, Beatriz esticou a mão, parando as portas, e entrou. Seus olhos vagaram pelo teto antes de voltar a atacar.

— A Isabella está há dias sem comer e beber direito por causa do rompimento do noivado com o meu primo. O pai dela a trancou em casa, não a deixa nem sair. É de dar pena.

Naiara nem piscou.

A garota estava obviamente jogando iscas para provocá-la.

Vendo que Naiara não reagia, Beatriz deu um passo à frente.

Isabella, de fato, não comia direito há dias.

Nas últimas três semanas, ela até tentava engolir alguma coisa, mas, consumida pela depressão e pelo isolamento, suas refeições foram minguando. Ela estava visivelmente mais magra, o rosto encovado.

Até que, inevitavelmente, ela desmaiou em seu quarto.

Fausto correu com a irmã para o hospital o mais rápido que pôde.

Os exames não apontaram nada crítico. Tratava-se apenas de desnutrição e hipoglicemia severa causadas pela privação alimentar prolongada.

Ainda assim, a preocupação de Fausto falou mais alto. Ele exigiu que Isabella fosse internada para realizar uma bateria completa de exames.

Deitada na cama de um quarto de hospital claro e espaçoso, Isabella mantinha os olhos — antes tão cheios de vida — opacos e mortos.

Ver aquela cena rasgava o coração de Fausto.

— Fausto... — ela sussurrou.

Ele se inclinou, aproximando o rosto do dela.

— Quer comer alguma coisa?

Isabella balançou a cabeça negativamente.

— O sol parece tão bonito hoje. Queria descer até o jardim e caminhar um pouco.

Ela havia passado quinze dias trancada em casa. Há muito tempo não sabia o que era respirar ar puro.

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