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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1114

Carlos rangia os dentes de raiva, mas não tinha como contrariá-la.

Aquela mulher era sua criptonita. Em qualquer situação, ela sempre conseguia ter a vantagem sobre ele.

E ele já estava até com preguiça de se estressar.

Ficar doente de raiva por isso não valia a pena.

Ele puxou Isadora em direção à saída.

Ela não resistiu, apenas deu um sorriso provocativo.

— O que foi? Vai me ajudar a escolher um garoto de programa?

Carlos devolveu o sorriso cínico.

— Pra que garoto de programa se você tem a mim? Hoje à noite, serei o seu escravo.

Isadora sentiu uma pontada de nervosismo.

Se tinha uma coisa em que Carlos Lucca era excelente, era na cama.

Ele frequentemente a deixava tão exausta que mal conseguia levantar no dia seguinte.

E o pior de tudo: ele nunca usava preservativo.

Como ele mesmo dizia, já que ela não conseguia engravidar, não havia necessidade de gastar dinheiro com borracha.

Esse era Carlos Lucca.

Quando ele enfiava a faca no seu coração, nunca se importava se você iria sangrar.

No carro.

Os dois já estavam mais calmos.

Isadora, numa seriedade rara, quebrou o silêncio.

— Carlos.

Ele estava dirigindo e apenas olhou de canto de olho.

— Que foi?

— Não machuque a Naiara.

Carlos ficou em silêncio por alguns segundos.

— Isso é o peso na consciência batendo?

— É só que não quero atrair mais carma ruim. E não falo só por mim, mas por nós.

Ele não respondeu.

Mas conhecendo-o bem, Isadora sabia que aquele silêncio era uma confirmação.

Ela arqueou os lábios, com um brilho malicioso no olhar.

— Sabe a minha querida sogrinha? Sua mãe. Ela tem me atazanado todos os dias. Já estou de saco cheio daquela mulher faz um bom tempo.

Carlos não entendeu a mudança repentina de assunto.

— Por que você está falando da minha mãe do nada?

— Por nada. Só acho que hoje você me deu a desculpa perfeita para botar aquela velha no lugar dela.

Carlos: — ...

Aquela desgraçada!

Não era apenas ele que estava na palma da mão dela.

Até mesmo Karina estava sendo domada e não ousava mais fazer da vida dela um inferno. Nos últimos dias, a velha já estava até fazendo as malas para se mudar para outra casa.

...

Saindo pela porta do Clube Exclusivo, a cabeça de Isabella era um turbilhão. Ela não fazia ideia de para onde ir.

Um funcionário abriu a porta traseira de um carro de luxo de edição limitada estacionado na calçada.

Uma perna longa e reta, vestida em um terno sob medida, saiu do veículo.

Logo em seguida, revelou-se um rosto incrivelmente frio e bonito.

Quando ele estava prestes a se virar para ir embora, parou de repente.

— Srta. Âncora, há algo que eu gostaria de lhe avisar.

O olhar de Isabella vacilou.

— É sobre o Afonso?

— Sim.

Ah.

O que estava acontecendo hoje?

Primeiro, Beatriz deixou bem claro que estava do lado de Naiara e Afonso.

Depois, Carlos declarou que não se envolveria mais nisso.

E agora, o poderoso Sr. Cícero.

O que ele queria jogar na cara dela?

— Você é uma jovem educada, inteligente, criada nos mais altos círculos — começou ele com a voz neutra. — Deveria saber que forçar o que não nos pertence nunca termina bem. É melhor saber a hora de parar. Se a sua obsessão for profunda demais, só vai acabar machucando a si mesma e aos outros.

O coração de Isabella deu um solavanco, e ela deixou escapar uma risadinha amarga.

— Acho que não cabe ao senhor me dar conselhos.

A expressão de Cícero continuou impassível.

— O aviso é para o seu próprio bem.

Um calafrio subiu pela espinha de Isabella.

— Para o meu próprio bem? O que quer dizer com isso?

— Você é esperta. Tenho certeza de que conseguirá entender.

Sem dizer mais nada, Cícero caminhou até o carro e foi embora.

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