Carlos rangia os dentes de raiva, mas não tinha como contrariá-la.
Aquela mulher era sua criptonita. Em qualquer situação, ela sempre conseguia ter a vantagem sobre ele.
E ele já estava até com preguiça de se estressar.
Ficar doente de raiva por isso não valia a pena.
Ele puxou Isadora em direção à saída.
Ela não resistiu, apenas deu um sorriso provocativo.
— O que foi? Vai me ajudar a escolher um garoto de programa?
Carlos devolveu o sorriso cínico.
— Pra que garoto de programa se você tem a mim? Hoje à noite, serei o seu escravo.
Isadora sentiu uma pontada de nervosismo.
Se tinha uma coisa em que Carlos Lucca era excelente, era na cama.
Ele frequentemente a deixava tão exausta que mal conseguia levantar no dia seguinte.
E o pior de tudo: ele nunca usava preservativo.
Como ele mesmo dizia, já que ela não conseguia engravidar, não havia necessidade de gastar dinheiro com borracha.
Esse era Carlos Lucca.
Quando ele enfiava a faca no seu coração, nunca se importava se você iria sangrar.
No carro.
Os dois já estavam mais calmos.
Isadora, numa seriedade rara, quebrou o silêncio.
— Carlos.
Ele estava dirigindo e apenas olhou de canto de olho.
— Que foi?
— Não machuque a Naiara.
Carlos ficou em silêncio por alguns segundos.
— Isso é o peso na consciência batendo?
— É só que não quero atrair mais carma ruim. E não falo só por mim, mas por nós.
Ele não respondeu.
Mas conhecendo-o bem, Isadora sabia que aquele silêncio era uma confirmação.
Ela arqueou os lábios, com um brilho malicioso no olhar.
— Sabe a minha querida sogrinha? Sua mãe. Ela tem me atazanado todos os dias. Já estou de saco cheio daquela mulher faz um bom tempo.
Carlos não entendeu a mudança repentina de assunto.
— Por que você está falando da minha mãe do nada?
— Por nada. Só acho que hoje você me deu a desculpa perfeita para botar aquela velha no lugar dela.
Carlos: — ...
Aquela desgraçada!
Não era apenas ele que estava na palma da mão dela.
Até mesmo Karina estava sendo domada e não ousava mais fazer da vida dela um inferno. Nos últimos dias, a velha já estava até fazendo as malas para se mudar para outra casa.
...
Saindo pela porta do Clube Exclusivo, a cabeça de Isabella era um turbilhão. Ela não fazia ideia de para onde ir.
Um funcionário abriu a porta traseira de um carro de luxo de edição limitada estacionado na calçada.
Uma perna longa e reta, vestida em um terno sob medida, saiu do veículo.
Logo em seguida, revelou-se um rosto incrivelmente frio e bonito.
Quando ele estava prestes a se virar para ir embora, parou de repente.
— Srta. Âncora, há algo que eu gostaria de lhe avisar.
O olhar de Isabella vacilou.
— É sobre o Afonso?
— Sim.
Ah.
O que estava acontecendo hoje?
Primeiro, Beatriz deixou bem claro que estava do lado de Naiara e Afonso.
Depois, Carlos declarou que não se envolveria mais nisso.
E agora, o poderoso Sr. Cícero.
O que ele queria jogar na cara dela?
— Você é uma jovem educada, inteligente, criada nos mais altos círculos — começou ele com a voz neutra. — Deveria saber que forçar o que não nos pertence nunca termina bem. É melhor saber a hora de parar. Se a sua obsessão for profunda demais, só vai acabar machucando a si mesma e aos outros.
O coração de Isabella deu um solavanco, e ela deixou escapar uma risadinha amarga.
— Acho que não cabe ao senhor me dar conselhos.
A expressão de Cícero continuou impassível.
— O aviso é para o seu próprio bem.
Um calafrio subiu pela espinha de Isabella.
— Para o meu próprio bem? O que quer dizer com isso?
— Você é esperta. Tenho certeza de que conseguirá entender.
Sem dizer mais nada, Cícero caminhou até o carro e foi embora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...