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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1115

Isabella saiu do seu torpor.

— Por quê?

Cícero parou seus passos.

— Como assim, por quê?

— Por que todos vocês estão sempre do lado deles?!

Ele não olhou para trás, mas sua voz soou clara na chuva miúda.

— Não é que estejamos do lado deles. É mais porque queremos proteger algo que ainda é puro e bonito. Afinal, neste mundo... coisas sujas e corrompidas já existem de sobra. Salvar o que é puro enquanto se pode é o mínimo a se fazer.

...

No fim, Isabella decidiu ir até Fausto Âncora.

Ele ainda estava na empresa, fazendo horas extras.

Isabella passou direto pela recepção e abriu a porta do escritório da presidência.

Ao ver a irmã encharcada, o coração de Fausto apertou, e ele correu até ela.

— O que aconteceu com você?

Tremendo levemente de frio, ela o abraçou.

— Fausto...

Ela queria falar, mas as palavras não saíam.

Fausto se curvou levemente, sentindo o cheiro próximo ao rosto dela.

— Você estava bebendo?

— Só um pouquinho.

Ele franziu a testa.

— Por que você foi beber do nada?

Diante do irmão, Isabella não queria sequer mencionar o que havia acontecido com Carlos Lucca.

Se o fizesse, Fausto certamente explodiria de raiva.

— Nada... só me deu vontade. Mas eu não bebi muito, foi quase nada.

Ele ia dizer algo, mas Isabella se aconchegou mais ao peito dele.

— Fausto, minha cabeça está girando. Quero dormir um pouco.

Ele a guiou até o quarto de descanso anexo ao escritório.

— Tome um banho quente primeiro, depois deite na minha cama. Ainda tenho algumas coisas para terminar, e quando eu acabar, vamos para casa juntos.

Isabella balançou a cabeça.

— Fausto, não podemos ir para casa hoje?

Ela simplesmente não suportaria ouvir as reprimendas do pai e seus discursos de decepção.

— E se não formos para casa, vamos para onde?

— Vou dormir aqui mesmo.

Fausto franziu a testa, pensativo.

Já estava calculando se deveria mandar alguém comprar um apartamento amanhã mesmo.

Assim, se a irmã não quisesse ver o pai, teria um lugar só dela para se refugiar.

— Você não me respondeu.

Sem paciência para idiotas, Naiara abriu a palma da mão.

— Devolva o meu celular.

O homem deu um passo para frente, esticando o pescoço e inspirando profundamente.

— Que cheiro bom... É verdade que as beldades de verdade são diferentes. O perfume é ótimo... ou seria o seu cheiro natural?

Naiara recuou dois passos.

— Eu disse para me devolver o celular.

Achando que estava no controle, ele avançou de novo.

— Tsc, tsc. Além de linda, tem atitude. Eu gosto disso. Qual o seu nome, princesa? Vamos ser amigos.

Os olhos de Naiara já haviam se tornado poços de gelo.

— Vou falar pela última vez. Me dá a porra do celular.

O homem ignorou o aviso, provocando ainda mais.

— E se eu não der, vai ficar bravinha? Ah, eu adoraria ver como uma mulher linda feito você fica irritada...

O resto da frase entalou na garganta.

O homem agarrou a virilha com as duas mãos, urrando de dor com o rosto contorcido.

O celular caiu novamente no chão de pedra.

A tela se espatifou.

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