Isabella saiu do seu torpor.
— Por quê?
Cícero parou seus passos.
— Como assim, por quê?
— Por que todos vocês estão sempre do lado deles?!
Ele não olhou para trás, mas sua voz soou clara na chuva miúda.
— Não é que estejamos do lado deles. É mais porque queremos proteger algo que ainda é puro e bonito. Afinal, neste mundo... coisas sujas e corrompidas já existem de sobra. Salvar o que é puro enquanto se pode é o mínimo a se fazer.
...
No fim, Isabella decidiu ir até Fausto Âncora.
Ele ainda estava na empresa, fazendo horas extras.
Isabella passou direto pela recepção e abriu a porta do escritório da presidência.
Ao ver a irmã encharcada, o coração de Fausto apertou, e ele correu até ela.
— O que aconteceu com você?
Tremendo levemente de frio, ela o abraçou.
— Fausto...
Ela queria falar, mas as palavras não saíam.
Fausto se curvou levemente, sentindo o cheiro próximo ao rosto dela.
— Você estava bebendo?
— Só um pouquinho.
Ele franziu a testa.
— Por que você foi beber do nada?
Diante do irmão, Isabella não queria sequer mencionar o que havia acontecido com Carlos Lucca.
Se o fizesse, Fausto certamente explodiria de raiva.
— Nada... só me deu vontade. Mas eu não bebi muito, foi quase nada.
Ele ia dizer algo, mas Isabella se aconchegou mais ao peito dele.
— Fausto, minha cabeça está girando. Quero dormir um pouco.
Ele a guiou até o quarto de descanso anexo ao escritório.
— Tome um banho quente primeiro, depois deite na minha cama. Ainda tenho algumas coisas para terminar, e quando eu acabar, vamos para casa juntos.
Isabella balançou a cabeça.
— Fausto, não podemos ir para casa hoje?
Ela simplesmente não suportaria ouvir as reprimendas do pai e seus discursos de decepção.
— E se não formos para casa, vamos para onde?
— Vou dormir aqui mesmo.
Fausto franziu a testa, pensativo.
Já estava calculando se deveria mandar alguém comprar um apartamento amanhã mesmo.
Assim, se a irmã não quisesse ver o pai, teria um lugar só dela para se refugiar.
— Você não me respondeu.
Sem paciência para idiotas, Naiara abriu a palma da mão.
— Devolva o meu celular.
O homem deu um passo para frente, esticando o pescoço e inspirando profundamente.
— Que cheiro bom... É verdade que as beldades de verdade são diferentes. O perfume é ótimo... ou seria o seu cheiro natural?
Naiara recuou dois passos.
— Eu disse para me devolver o celular.
Achando que estava no controle, ele avançou de novo.
— Tsc, tsc. Além de linda, tem atitude. Eu gosto disso. Qual o seu nome, princesa? Vamos ser amigos.
Os olhos de Naiara já haviam se tornado poços de gelo.
— Vou falar pela última vez. Me dá a porra do celular.
O homem ignorou o aviso, provocando ainda mais.
— E se eu não der, vai ficar bravinha? Ah, eu adoraria ver como uma mulher linda feito você fica irritada...
O resto da frase entalou na garganta.
O homem agarrou a virilha com as duas mãos, urrando de dor com o rosto contorcido.
O celular caiu novamente no chão de pedra.
A tela se espatifou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...