Breno nunca foi bom com as palavras e, naquele momento, seu rosto inteiro ficou vermelho.
O pobre garoto estava quase chorando.
Afonso achou melhor encerrar a brincadeira.
— Estou só brincando.
Se ele realmente fizesse o garoto chorar, sua esposa, sem dúvida, viria acertar as contas com ele para defender Breno.
Após algumas risadas entre os três, José lembrou de algo.
— Chefe, não se esqueceu de que dia é hoje, não é?
Se não fosse pelo aviso de José, Afonso realmente teria esquecido.
Hoje era o aniversário de Beatriz.
Ela havia feito questão de lembrá-lo há dois dias.
Mas ele andava com a cabeça tão focada na esposa que o aniversário da irmã passou totalmente em branco.
— Chefe, em todos os anos, é o senhor quem comemora o aniversário dela. Vai fazer alguma coisa este ano? — perguntou José.
Afonso não respondeu diretamente. Em vez disso, olhou para Breno.
— Como tem sido o comportamento dela ultimamente sob a supervisão da dona Naiara?
Breno fez um relato bastante imparcial.
— No começo, a atitude dela com a patroa não era muito boa. Mas agora melhorou bastante. Ela até cumprimenta a dona Naiara por iniciativa própria, faz o trabalho direitinho e não tem sido negligente por causa do ressentimento entre as duas.
Até Breno estava surpreso com aquilo. A garotinha não era de todo inútil, afinal.
— Ela já a chamou de cunhada alguma vez? — questionou Afonso.
Breno vasculhou a memória com cuidado.
— Acho que não. Na empresa, ela só a chama de Sra. Naiara. Em particular... bom, eu nunca ouvi ela a chamando de cunhada.
José ficou curioso.
— Chefe, o que isso tem a ver com ir ou não comemorar o aniversário da senhorita?
Embora não fosse exatamente fã de Beatriz, ela ainda era a irmã mais nova de quem Afonso cuidava. Portanto, na frente dele, José sempre se referia a ela com o devido respeito.
Afonso baixou ligeiramente os olhos, pensativo.
— Se ela ainda não aprendeu a respeitar a esposa de vocês, não vejo necessidade de comemorar este aniversário.
Assim que as palavras saíram de sua boca, o telefone tocou. Era Beatriz.
— Irmão, não me diga que esqueceu que dia é hoje?
José piscou, atônito.
— Eu?
— Sim.
— Mas eu não faço ideia do que comprar.
— Qualquer coisa.
Assim que Afonso saiu, José e Breno começaram a sussurrar entre si.
— Antigamente, o chefe escolhia o presente pessoalmente só para que ela sentisse o calor da família e ficasse feliz — comentou Breno.
— É verdade — concordou José.
— Mas agora, ele está sendo frio e indiferente no aniversário dela.
José assentiu, com um olhar de quem sabia muito bem o motivo.
— A culpa é daquela lá, que ainda não percebeu o peso que a patroa tem no coração do chefe.
Breno fez um resumo perfeito:
— O chefe é um marido completamente obcecado pela esposa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...