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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1122

A reunião terminou. José arrumava os documentos lentamente, esperando de propósito que a sala esvaziasse antes de abrir a boca.

— Chefe, o senhor está pensando na senhora Naiara, não está?

Afonso ergueu levemente o olhar, com um sorriso sutil brilhando nos olhos.

— Está tão na cara assim?

— Durante a reunião, o senhor se distraiu quatro vezes — relatou José. — A única pessoa capaz de deixá-lo no mundo da lua assim é a esposa.

Afonso não confirmou, mas também não negou.

— Já faz três dias.

Há três dias ele não via sua mulher. Desde que ela fora levada naquela noite, o contato entre eles se limitara a duas ligações. Ele não tivera sequer a chance de fazer uma videochamada para vê-la.

José não conseguiu segurar o riso.

— Chefe, são só três dias.

Breno abriu a porta e entrou na sala.

— Um dia longe parece uma eternidade. Se já faz três dias, o chefe já está sofrendo o equivalente a três eternidades.

— O que você veio fazer aqui? — perguntou José.

Breno puxou uma cadeira, sentou-se e debruçou-se sobre a mesa, com uma expressão apática.

— Nada. Só vim procurar o chefe e você.

Logo em seguida, virou-se para Afonso.

— Chefe, quando a dona Naiara volta?

— A esposa não está, não é o momento perfeito para você vadiar um pouco? — provocou José.

— Eu não quero vadiar coisa nenhuma.

— Você também está com saudade dela?

Breno foi sincero.

— Pois é, estou com saudade da patroa. Sem ela aqui, tudo fica muito chato.

— Você gosta tanto assim dela? — José instigou.

Breno apoiou o queixo nas costas das mãos e falou sem pressa.

— Claro que eu gosto dela. Ela é incrível, me trata como se eu fosse da família. Às vezes, quando fornecedores ou clientes dão presentes para ela, ela repassa para mim. Vive me levando para comer coisas boas. Quando a gente vai ao shopping e ela vê alguma roupa ou tênis que combina comigo, ela faz questão de comprar.

— A dona Naiara vive me dizendo: "Breno, você não tem família, então pode me considerar da sua. O seu chefe é como seu irmão mais velho, e eu sou sua cunhada".

Quem não consegue ler a mente do chefe, perde a confiança a cada palavra.

— Comprar... para mim.

José deu dois tapinhas no ombro de Breno.

— Esse é um privilégio exclusivo do marido. Você roubou as regalias do chefe. Você está frito.

Breno forçou um sorriso amarelo.

— Eu...

Depois de muito lutar, conseguiu soltar uma frase:

— Chefe, não se preocupe. Assim que ela voltar, eu devolvo todas as roupas e tênis que ela me deu.

Afonso recostou-se na cadeira, cruzando os braços, os cantos da boca erguidos num tom de provocação.

— Então você quer devolver as coisas que a sua patroa comprou com tanto carinho? Não tem medo de magoar o coração dela?

Breno ficou sem palavras.

— Breno, estou percebendo que ultimamente você parece muito mais disposto a seguir a sua patroa do que o seu chefe aqui.

Breno continuou calado, em pânico.

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