Fábio inclinou ligeiramente o corpo, apoiando um dos braços no encosto do sofá.
— Você não disse agora há pouco que não iria mais me incomodar?
— Eu disse que iria esperar, não incomodar — respondeu Yara, calma. — Posso muito bem esperar por você em um lugar onde você não me veja.
O olhar de Fábio oscilou levemente.
— Você acha mesmo que consegue esperar três anos?
— Se consigo ou não, é só você observar. Se eu disser agora, você não vai acreditar de qualquer forma.
Fábio fez uma breve pausa.
— Pelo tom da sua voz, parece até que tem um plano B.
— Que plano B? — Yara franziu a testa.
— Você não disse que, se em três anos eu não gostasse de você, iria se casar com outro?
— Sim, e qual é o problema?
O tom de Fábio tornou-se alguns graus mais sombrio.
— Por acaso tem algum idiota por aí disposto a esperar três anos por você também?
Ao perceber onde ele queria chegar, Yara franziu as sobrancelhas delicadas, irritada.
— Fábio! Não fale bobagens! Eu não tenho plano B nenhum! Eu não sou igual a você!
— Eu também não tenho uma segunda opção — retrucou ele.
Yara murmurou, ressentida:
— Pode até não ter uma segunda opção, mas viveu pulando de galho em galho com tantas mulheres.
Fábio endireitou a postura, assumindo uma expressão séria.
— Deixe-me lembrá-la de que aquilo eram exigências sociais, não uma vida de playboy desenfreada. Às vezes, ao comparecer a banquetes importantes, é mais do que normal precisar de uma acompanhante. Mas não passava disso. Eu não tinha nenhum outro tipo de relação com elas, muito menos dividia a mesma cama.
Ao ouvir aquilo, um sorriso radiante floresceu no rosto de Yara.
— Eu já sei.
Fábio ficou encarando-a por um longo tempo.
— Você estava apenas tentando arrancar isso de mim, não é?
Yara sorriu, com a inocência de uma criança despreocupada.
— Afonso, não culpe a Bia. Fui eu quem quis vir.
De fato, a iniciativa partira de Isabella.
Considerando a relação tensa entre ela e Afonso, Beatriz havia recusado a princípio. Mas Isabella argumentou:
— Bia, estou indo apenas como uma irmã mais velha, como amiga do seu irmão, para comemorar o seu aniversário. Não há nada demais nisso. Se você recusar, aí sim vai parecer que há algo errado.
O raciocínio de Beatriz não era complexo; achou que as palavras faziam sentido e acabou concordando.
Até mesmo a mudança de última hora para aquele camarote do clube havia sido reserva de Isabella. Segundo ela, com mais pessoas, um camarote privativo seria melhor e facilitaria a conversa.
Beatriz não se opôs em nenhum momento.
Nem avisou Afonso com antecedência.
Mas agora, ao ver a expressão de Afonso gelar subitamente, Beatriz percebeu o tamanho do seu erro. Porém, já era tarde demais. A pessoa já estava ali. Não podiam simplesmente expulsá-la.
Tentando desesperadamente quebrar o clima pesado, Beatriz interveio:
— Irmão, nos meus aniversários anteriores, a Isabella sempre me deu presentes. Mesmo que ela não possa ser minha cunhada, ainda a considero uma irmã mais velha. Então, não pense demais nisso.
Afonso não disse uma única palavra; apenas ergueu o pulso para checar as horas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...