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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1130

Fábio inclinou ligeiramente o corpo, apoiando um dos braços no encosto do sofá.

— Você não disse agora há pouco que não iria mais me incomodar?

— Eu disse que iria esperar, não incomodar — respondeu Yara, calma. — Posso muito bem esperar por você em um lugar onde você não me veja.

O olhar de Fábio oscilou levemente.

— Você acha mesmo que consegue esperar três anos?

— Se consigo ou não, é só você observar. Se eu disser agora, você não vai acreditar de qualquer forma.

Fábio fez uma breve pausa.

— Pelo tom da sua voz, parece até que tem um plano B.

— Que plano B? — Yara franziu a testa.

— Você não disse que, se em três anos eu não gostasse de você, iria se casar com outro?

— Sim, e qual é o problema?

O tom de Fábio tornou-se alguns graus mais sombrio.

— Por acaso tem algum idiota por aí disposto a esperar três anos por você também?

Ao perceber onde ele queria chegar, Yara franziu as sobrancelhas delicadas, irritada.

— Fábio! Não fale bobagens! Eu não tenho plano B nenhum! Eu não sou igual a você!

— Eu também não tenho uma segunda opção — retrucou ele.

Yara murmurou, ressentida:

— Pode até não ter uma segunda opção, mas viveu pulando de galho em galho com tantas mulheres.

Fábio endireitou a postura, assumindo uma expressão séria.

— Deixe-me lembrá-la de que aquilo eram exigências sociais, não uma vida de playboy desenfreada. Às vezes, ao comparecer a banquetes importantes, é mais do que normal precisar de uma acompanhante. Mas não passava disso. Eu não tinha nenhum outro tipo de relação com elas, muito menos dividia a mesma cama.

Ao ouvir aquilo, um sorriso radiante floresceu no rosto de Yara.

— Eu já sei.

Fábio ficou encarando-a por um longo tempo.

— Você estava apenas tentando arrancar isso de mim, não é?

Yara sorriu, com a inocência de uma criança despreocupada.

— Afonso, não culpe a Bia. Fui eu quem quis vir.

De fato, a iniciativa partira de Isabella.

Considerando a relação tensa entre ela e Afonso, Beatriz havia recusado a princípio. Mas Isabella argumentou:

— Bia, estou indo apenas como uma irmã mais velha, como amiga do seu irmão, para comemorar o seu aniversário. Não há nada demais nisso. Se você recusar, aí sim vai parecer que há algo errado.

O raciocínio de Beatriz não era complexo; achou que as palavras faziam sentido e acabou concordando.

Até mesmo a mudança de última hora para aquele camarote do clube havia sido reserva de Isabella. Segundo ela, com mais pessoas, um camarote privativo seria melhor e facilitaria a conversa.

Beatriz não se opôs em nenhum momento.

Nem avisou Afonso com antecedência.

Mas agora, ao ver a expressão de Afonso gelar subitamente, Beatriz percebeu o tamanho do seu erro. Porém, já era tarde demais. A pessoa já estava ali. Não podiam simplesmente expulsá-la.

Tentando desesperadamente quebrar o clima pesado, Beatriz interveio:

— Irmão, nos meus aniversários anteriores, a Isabella sempre me deu presentes. Mesmo que ela não possa ser minha cunhada, ainda a considero uma irmã mais velha. Então, não pense demais nisso.

Afonso não disse uma única palavra; apenas ergueu o pulso para checar as horas.

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