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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1131

— Acenda as velas e faça o pedido. Assim que terminar, eu vou embora — decretou Afonso.

— Tão rápido?! — surpreendeu-se Beatriz.

— Sim.

Uma leve decepção transpareceu no rosto da jovem.

— Fique mais um pouco, irmão. Você mal acabou de chegar.

— Eu tenho uma esposa — respondeu Afonso, com o tom indiferente. — Não é apropriado me estender muito por aqui.

Aquela frase foi como uma agulha afiada perfurando impiedosamente o coração de Isabella, causando uma dor tão aguda que lhe roubou o ar.

Beatriz perdeu completamente a vontade de acender as velas. Sabia que havia estragado o próprio aniversário com as próprias mãos.

Ela não deveria ter permitido que Isabella viesse. Sem falar no seu irmão, a própria Beatriz agora sentia um peso na consciência em relação a Naiara. Embora ainda não tivesse aceitado Naiara totalmente como cunhada, no fundo do seu coração, já não a rejeitava mais.

Deixando de lado as emoções pessoais, a capacidade de Naiara de liderar e conquistar o respeito dos outros era algo que Beatriz admirava profundamente. Antes, achava que Naiara não era digna de seu irmão. Agora, percebia que os dois faziam um par e tanto. Combinavam muito mais do que ele e Isabella.

O toque do celular de Fábio rompeu o breve silêncio. Em poucos segundos de ligação, a cor de seu rosto mudou. Ele desligou e se levantou de imediato.

— Afonso, preciso ir. Surgiu um imprevisto no Grupo.

Afonso não respondeu. Fábio também não se demorou e saiu.

Yara ficou num dilema, sem saber se deveria ir ou ficar. De repente, Fábio, que já havia passado pela porta, retornou.

— Yara.

Ela apontou para si mesma, confusa.

— Você está me chamando?

Fábio estendeu a mão na direção dela.

— Venha comigo.

Yara levantou-se, ainda atordoada, caminhou até ele e colocou sua mão na dele. Fábio a segurou com firmeza.

O coração da garota disparou. Meu Deus! Era a primeira vez que algo assim acontecia. Fábio tomando a iniciativa de segurar sua mão!

Mas, enquanto andavam, Yara parou de repente, voltando a si.

— Ela é, de fato, sensata, e é uma excelente esposa — rebateu Afonso. — Mas eu quero ser um marido com limites e senso de decência.

Um brilho de desespero atravessou os olhos de Isabella.

— Nós estamos nos vendo apenas como amigos. Precisa ser tão exagerado?

— Não é exagero. É apenas não querer problemas desnecessários.

Isabella, de repente, deu um sorriso fraco e desviou o olhar para Beatriz.

Beatriz captou a mensagem na hora. Ela queria que a garota saísse. Beatriz hesitou por um segundo, sem saber se deveria obedecer ou não.

— Irmão...

Afonso, de costas para ela, falou com a voz carregada e pesada:

— Saia primeiro.

Só então Beatriz soltou um suspiro de alívio. Fora o próprio irmão quem mandou que ela saísse, não foi ela que, de propósito, concedeu espaço privado aos dois.

Beatriz saiu, mas logo encostou a orelha firmemente contra a porta, tentando desesperadamente ouvir a conversa lá dentro. No entanto, o isolamento acústico era impecável. Não se ouvia absolutamente nada.

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