Afonso olhava para Isabella da mesma forma que olharia para um estranho qualquer que acabara de conhecer na rua.
— Há algumas coisas que eu preciso deixar bem claras com você.
Isabella, no entanto, começou a sorrir. Um sorriso carregado de um turbilhão de emoções.
— Eu sei o que você vai me dizer. Na verdade, não precisa. Eu... tenho plena consciência disso.
— Afonso... — Isabella caminhou até a mesa de centro e abriu uma garrafa de licor de frutas. Enquanto servia uma taça para si mesma, serviu outra para ele. — Desde a última vez que bebi, meu irmão me proibiu de tocar em álcool. Mas esse licor de frutas é leve, beber um pouquinho não vai me deixar com o rosto corado de novo.
Enquanto falava, deslizou uma das taças até Afonso.
— Afonso, vamos fazer um brinde.
Ele não pegou a taça.
— O motivo?
Isabella deu um sorriso amargo.
— Considere como um brinde de despedida ao nosso passado. Bebemos esta taça e, a partir de hoje, não teremos mais nenhuma ligação.
Afonso estendeu a mão e pegou a taça, tomando o cuidado de evitar qualquer contato com os dedos dela.
Ao perceber o gesto, o coração de Isabella afundou ainda mais no peito.
As taças se tocaram levemente, emitindo um tilintar cristalino. O som reverberou pelo camarote vazio, soando dolorosamente solitário.
Afonso inclinou a cabeça para trás; seu pomo de adão subiu e desceu enquanto ele engolia o líquido da taça.
Um sorriso quase imperceptível, forçado, surgiu nos lábios de Isabella.
— Você parece ter muita pressa.
Afonso devolveu a taça à mesa.
— Estou indo.
Mas antes mesmo que pudesse dar dois passos, a vertigem o atingiu. E, a cada segundo, a tontura se tornava mais violenta.
Apoiando-se com todas as forças na borda da mesa, ele a encarou.
— Você... me drogou?
Quando Isabella se virou para ele, seus olhos já estavam vermelhos.
— Afonso, eu não tive outra escolha...
Ele balançou a cabeça, lutando furiosamente contra a perda de consciência.
— Você vai se arrepender disso.
Isabella se aproximou, estendendo as mãos para ampará-lo.
Afonso a empurrou de forma brusca.
Aos poucos, a mente de Beatriz começou a clarear diante daquela cena.
— Isabella, o que você fez com o meu irmão?
Isabella, surpreendentemente, não escondeu a verdade.
— Eu só queria que ele dormisse um pouco.
O rosto de Beatriz contorceu-se em choque.
— Isabella! Você drogou o meu irmão!
Fingindo não ouvir a acusação, Isabella perguntou friamente:
— Bia, você quer que eu seja sua cunhada?
Beatriz ficou paralisada.
No passado, a resposta seria um sim instantâneo. Mas agora, ela já não tinha mais tanta certeza. Pensando bem, ter Naiara como cunhada estava sendo ótimo. Não apenas seu irmão a amava, mas seu tio e até José gostavam imensamente dela.
Além disso, José tinha razão: ela não tinha o direito de escolher a própria cunhada. A mulher que seu irmão escolhesse, seria sua cunhada.
A hesitação de Beatriz foi um golpe duro para Isabella.
— Bia, depois de tudo o que eu sempre fiz por você, você ainda tem dúvidas?
Beatriz sabia perfeitamente o quão boa Isabella sempre fora para ela. Mas...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...