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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1138

Dez minutos depois, a porta do quarto se abriu novamente.

Desta vez, entraram duas pessoas.

Um deles era Fábio.

O outro era alguém que, definitivamente, ninguém esperaria ver ali.

Vitor Xavier.

Vitor estava completamente bêbado, sem a menor centelha de consciência.

Fábio atirou o corpo mole do homem sobre a cama e, com um sorriso debochado, começou a despir as roupas dele.

— Quando eu encontrei esse inútil, ele estava num bar, trêbado, assediando as mulheres. Impressionante como pau que nasce torto morre torto.

Enquanto falava, removeu a calça e a camisa, deixando Vitor apenas de roupa íntima.

— José — chamou Afonso.

José não precisou de mais instruções para entender o que deveria ser feito.

Ele arrastou o corpo de Isabella até a cama. No entanto, quando chegou a hora de despir as roupas dela, as mãos dele travaram. Não por pena da mulher, mas por não estar acostumado a fazer aquele tipo de trabalho sujo.

Afonso deu as costas para a cena e caminhou em direção à porta.

— Vou te esperar no carro. Termine o serviço e desça.

José recuperou o foco.

— Entendido, chefe.

Fábio puxou a porta, fechando-a.

A porta grossa abafou e ocultou a cena grotesca e provocante no interior do quarto.

O objetivo deles não era fazer com que Vitor de fato tocasse em Isabella. O que eles precisavam era apenas de um punhado de fotos em alta resolução.

Mas a escolha da vítima intrigou Fábio.

— Por que o Vitor?

Afonso lhe deu a reposta de imediato:

— Porque o Vitor é apaixonado pela Isabella.

Fábio arregalou os olhos.

— Aquele moleque gosta da Isabella?!

— Sim. É verdadeiramente apaixonado. Já até se declarou.

Mas o desfecho tinha sido patético.

Não apenas fora rejeitado, como também humilhado cruelmente. Ricardo Âncora havia chegado ao ponto de usar a declaração de Vitor como motivo de piada nos círculos da alta sociedade. Cada palavra da família Âncora pingava desprezo em relação ao rapaz.

— No fundo, ela não é de todo má. O azar dela foi ter nascido filha daqueles dois monstros moralmente falidos. Quanto ao Fausto...

Ele não sabia nem como descrevê-lo.

— Parando pra pensar, o cara até dá pena. De título, é o filho mais velho da família Âncora. Na prática? Não tem um único centavo em ações. Passou todos esses anos agindo como cão de guarda e capacho do Ricardo. É só uma ferramenta de trabalho.

— O Ricardo e a Helena tratam ele bem na frente dos outros, mas por trás, desprezam a existência dele. Afinal, não tem o sangue da família correndo nas veias. Nunca o trataram como um filho de verdade.

Por causa disso, o amor doentio de Fausto por Isabella era algo que Ricardo e Helena jamais tolerariam.

Lembrando-se de um ponto solto na história, Fábio perguntou:

— A Bia não corre perigo?

— Não — garantiu Afonso. — O Fausto a levou apenas para impedi-la de nos alertar. Quando a noite acabar, ele vai soltá-la.

Fábio sorriu, de forma maliciosa.

— Para ser sincero, achei que você fosse colocar o Fausto na cama com ela.

Mas no fim, a escolha fora Vitor Xavier.

A punição era exponencialmente mais sádica.

Se Fausto visse as fotos, provavelmente perderia o resto da sanidade que lhe restava. Afinal, as próprias cordas que ele armara para prender Afonso acabaram servindo para jogar a garota que ele amava na cama do membro mais depravado e inútil da família Xavier.

Só de pensar nisso, o sangue gelava.

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