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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1137

— Antes de o Fábio chegar, só por garantia, mandei substituírem exatamente todas as bebidas e as bandejas de frutas da mesa por réplicas intactas.

Portanto, quando Fábio atendeu o celular e arrastou Yara para fora do camarote, ele estava apenas atuando conforme o combinado.

Os olhos negros e insondáveis de Afonso cintilaram com um brilho perigoso.

— Eu me preveni apenas para a pior das hipóteses. Mas não achei que essa hipótese realmente fosse acontecer.

— Srta. Isabella... — Afonso soltou um suspiro frio, carregado de desdém. — Felizmente, não me casei com você.

*Srta. Isabella...*

*Felizmente, não me casei com você...*

Ao ouvir aquelas palavras, a cabeça de Isabella parecia que ia explodir.

Ela havia se arrependido.

Arrependera-se de forma irreversível.

Isabella avançou desesperada, tentando agarrar a mão dele.

Afonso esquivou-se com a velocidade de um bote.

Antes, quando ela acariciara seu rosto, ele quase perdera o controle do próprio teatro, tamanha a repulsa.

A voz de Isabella saía trêmula e esganiçada:

— Você... você estava fingindo esse tempo todo?!

— Sim.

A expressão de Afonso era de um frio cortante.

— Eu queria ver até onde vocês estavam dispostos a ir.

E, de quebra, queria testar se Beatriz, sua irmãzinha tola, era cúmplice daquela armação.

Felizmente, ela não era.

Mais do que isso: no momento crítico, a garota soube protegê-lo e levou Naiara em consideração.

Parecia que os últimos tempos convivendo com a esposa de fato haviam operado milagres na menina. Os méritos compensavam as falhas, e Beatriz acabara de se salvar de uma ira terrível.

Isabella despencou no sofá, derrotada.

— Afonso, você brincou comigo!

Afonso tirou um cigarro do bolso, acendeu-o e deu uma tragada, soltando a fumaça lentamente.

Talvez a nicotina dissipasse a irritação asquerosa que se acumulava em seu peito.

— Foi você quem tentou brincar comigo primeiro. Pelo visto, você não tem a menor ideia do tipo de homem que eu realmente sou.

Assim que as palavras caíram no ar, a porta do quarto se abriu.

José entrou. Em suas mãos, segurava uma garrafa daquele mesmo licor de frutas.

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