— Reportamos a situação imediatamente ao alto comando. Sem hesitar, enviaram helicópteros para uma busca por toda a cidade e rastrearam o sinal do seu celular.
O motorista ainda demonstrava apreensão.
— Sorte nossa que o Chefe do Estado-Maior ainda não havia chegado. Se ele soubesse, teria xingado todo o Comando Militar do Sul de incompetente por não conseguir proteger uma única mulher.
Naiara sentiu-se um tanto envergonhada.
O incidente não tinha nenhuma relação com o exército. Era um problema estritamente pessoal dela.
— Peço desculpas por todo esse transtorno.
— Sra. Naiara, não diga isso. Ainda bem que nada grave aconteceu, caso contrário, não teríamos como nos justificar.
Naiara então se lembrou de procurar o celular, mas não o encontrou.
Provavelmente havia caído no carro de Fausto e despencado da ribanceira junto com ele.
Seu novo aparelho realmente não tinha muita sorte. Mal havia sido comprado e Vitor já tinha estilhaçado a tela. Pouco depois do conserto, caiu de um precipício.
— Vocês poderiam me emprestar um celular? Gostaria de ligar para o meu sogro e avisar que estou bem.
— Não será necessário, Sra. Naiara. Já informamos o Sr. Henrique e ele já está a caminho do hospital. Vocês se encontrarão lá em breve.
Naiara recostou-se lentamente no banco. A mistura de exaustão e dor a deixava esgotada, tanto física quanto mentalmente.
A imagem de Fausto sendo arremessado pelo ar após o impacto surgiu em sua mente.
Muitas coisas na vida são inesperadas.
Alguém que queria prejudicá-la acabou salvando sua vida no momento mais crítico.
Ela deveria sentir ódio ou gratidão?
Aquele homem, no fim das contas, não havia herdado completamente a podridão de Ricardo Âncora.
Caso contrário, ela não teria escapado hoje.
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Ao ver o carro se aproximando, Eduardo não conseguiu conter a emoção.
— Sr. Henrique! Sr. Henrique! A jovem senhora! É a jovem senhora!
Vendo Henrique Xavier correndo em sua direção com passos trôpegos, Naiara de repente sentiu vontade de chorar.
Aquele senhor, que sempre se mantinha inabalável diante de qualquer crise, realmente a amava de coração.
— Pai.
— Ela só queria levar alguém junto com ela antes de morrer. Mas, dessa vez, ela mexeu com a pessoa errada. A jovem senhora sofreu o ataque assim que saiu da base do Comando Militar do Sul. Isso é o mesmo que cutucar a onça com vara curta. Mesmo que não movamos um dedo, Helena não escapará da punição.
— De que adianta a punição? — retrucou Henrique. — Ela está em fase terminal, já tem os dias contados. Poderá facilmente solicitar prisão domiciliar por motivos médicos.
Desde o nascimento do precioso neto, Henrique raramente perdia a paciência.
Em muito tempo, esta era a primeira vez.
— Ela acha que pode fazer o que quiser só porque está morrendo?
Ele soltou um riso gélido.
— Então vamos deixá-la provar o sabor de implorar pela morte sem conseguir.
— Eduardo!
Eduardo deu um passo à frente.
— Sim, senhor.
Henrique ordenou:
— Dê um jeito de fazer o segredo de Ricardo chegar aos ouvidos de Helena.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...