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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1154

Assim que a porta da sala de exames se abriu, Henrique correu para interceptar o médico.

— Doutor, qual é o diagnóstico?

O médico sabia que a posição de Naiara era especial, caso contrário o Comando Militar do Sul não teria ligado pessoalmente exigindo prioridade absoluta. Por isso, foi extremamente cortês.

— Já fizemos uma avaliação completa na Sra. Naiara. O senhor pode ficar tranquilo, não há lesões nos órgãos vitais. São apenas ferimentos superficiais.

— Os cortes já foram limpos e enfaixados. Contanto que ela não molhe as feridas nos próximos dias e evite alimentos condimentados, a recuperação será rápida.

Só então Henrique respirou aliviado. Ainda assim, ver Naiara coberta de hematomas e curativos partiu seu coração.

— Naiara, vamos para casa. Vou pedir para a Felícia preparar algo bem gostoso para você.

Naiara de repente se lembrou de algo.

— Pai, meus padrinhos não ficaram sabendo disso, não é?

Sua madrinha havia acabado de ter alta; se soubesse, poderia passar mal de preocupação.

Henrique, obviamente, já havia pensado nisso.

— Não se preocupe, não comentei nada. Eles não fazem ideia do que aconteceu.

Naiara sorriu fraco, sentindo-se mais aliviada.

— Pai, estou com fome.

Henrique respondeu carinhoso:

— Vamos. Vamos para casa.

Durante o trajeto, Naiara detalhou tudo o que havia ocorrido.

A atitude inusitada de Fausto surpreendeu profundamente Henrique.

— Quem diria que aquele moleque seria o responsável por salvar a sua vida no fim das contas.

Naiara, por outro lado, não se espantou.

— Ele não é como Ricardo. Ainda não está apodrecido até a alma.

Henrique concordou com a cabeça.

— Com isso, ele também garantiu a própria sobrevivência.

Se naquele dia Fausto realmente tivesse prejudicado a nora dos Xavier, seus dias estariam definitivamente contados.

--

Felícia e Natália caíram em prantos ao verem os hematomas e os curativos de Naiara.

Felícia, especialmente, parecia desejar poder tomar as dores para si.

— Minha menina, eu sou uma inútil! Quando você me trouxe para morar aqui, jurei de pés juntos que a protegeria e cuidaria bem de você. E olha o que aconteceu... deixou que se machucasse tanto!

Naiara abraçou Felícia carinhosamente.

— Ah, Felícia, você já cuida de mim perfeitamente bem. Para mim, você não tem diferença da minha própria mãe.

Naiara enxugou as lágrimas da senhora.

Com a voz embargada, Natália confessou:

— Tia, prometa que a senhora vai ficar bem. Nunca pode deixar nada de ruim te acontecer, promete?

De imediato, Naiara compreendeu.

Aquela criança havia perdido coisas demais.

Assim como ela mesma.

Quando alguém de repente lhe oferecia família e afeto, a criança passava a agir com um cuidado extremo, valorizando cada segundo.

O pavor de perder tudo de novo era constante.

Sua existência havia se tornado o pilar emocional de Natália.

Se algo acontecesse a ela, o mundo de Natália, que mal havia voltado a ver a luz do sol, mergulharia novamente na escuridão.

Naiara fez a promessa com ternura.

— Eu prometo, tia vai ficar bem e nada de ruim vai acontecer.

Natália não resistiu e a abraçou apertado.

O contato pressionou um dos machucados de Naiara, fazendo-a franzir a testa de dor.

Percebendo isso, Henrique alertou suavemente:

— Cuidado, Natália, a tia está machucada.

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