Assustada, Natália a soltou de imediato.
— Me desculpe, tia!
Naiara riu e acariciou a cabecinha dela.
— Não foi nada. Vá brincar um pouco com o seu irmãozinho.
— Tá bom.
Naiara queria que Natália se afastasse de propósito, pois precisava falar com Henrique.
Era sobre Afonso.
Ela temia que Natália ouvisse e ficasse ainda mais ansiosa.
— Fausto mencionou algo importante. Ele me pediu para avisar ao Afonso para ter muito cuidado enquanto estiver em Porto das Estrelas. Parecia que havia um duplo sentido nas palavras dele, mas ele não entrou em detalhes.
— Pai, será que o Afonso corre algum perigo nesta viagem a Porto das Estrelas?
A expressão de Henrique tornou-se severa, mas seu olhar permanecia inabalável.
— Não importa o que aconteça, tenho certeza de que o Afonso saberá lidar. O filho de Henrique Xavier não é um fraco.
Naiara ficou em silêncio por um momento, decidindo não alimentar pensamentos negativos.
Também não queria sofrer por antecipação.
— Ah, pai, não conte a ele sobre o que aconteceu hoje. Pelo menos não por enquanto.
Henrique assentiu.
— Certo, como quiser.
Sua nora era sensata. Sabia que Afonso já tinha muito com que se preocupar no momento e não queria acrescentar mais um fardo a ele.
Assim que terminaram de falar, o celular de Henrique tocou.
Era justamente Afonso.
Sem sequer atender, Henrique entregou o aparelho a Naiara.
Naiara ficou surpresa.
— Pai, não vai atender?
Henrique deu um sorriso de canto.
— Nove em cada dez vezes, ele está ligando para falar com você.
— Mas talvez ele queira falar com o senhor.
— Quer apostar? — Henrique respondeu, e antes que Naiara pudesse dizer algo, ativou o viva-voz.
A voz ansiosa de Afonso ecoou pela sala.
— Pai, onde está a Naiara? Por que o celular dela está desligado? Ela está com o senhor? Se estiver, passe o telefone para ela.
A boca de Henrique se contraiu enquanto ele olhava para Naiara, como quem diz: "Não falei?"
Ele se levantou para ir ao quarto trocar de roupa, resmungando pelo caminho:
— Ah, que filho maravilhoso eu tenho. Antes de casar, vivia batendo de frente comigo todo santo dia. Agora que casou, eu simplesmente deixei de existir.
Pela sua voz, ficava claro que, se pudesse, pegaria o primeiro voo de volta só para vê-la.
Naiara tentou acalmá-lo de forma provocativa.
— Ouvi dizer que um pouco de distância faz bem para o casamento. Ficar grudado todo dia faz as pessoas se cansarem uma da outra.
— E você se cansaria de mim? — perguntou Afonso.
— Talvez, quem sabe. — Ela brincou.
Um silêncio repentino pairou do outro lado da linha.
Naiara achou que ele tivesse ficado chateado.
— Estou brincando! Como eu poderia me cansar de você? Eu poderia olhar para você o dia inteiro e ainda assim não seria suficiente.
Afonso riu baixinho.
— Eu também estava brincando. Sabia que você tentaria me agradar, e quando tenta me agradar, fala coisas tão doces.
Naiara também riu.
— Você me enganou?
— A palavra não é \"enganar\" — corrigiu ele. — Isso arruinaria a harmonia matrimonial.
— E como se chama, então?
— O tempero do casamento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...