O breu do anoitecer envolvia todo o escritório, deixando o ambiente denso e obscuro. Apenas o abajur sobre a mesa emitia um feixe de luz fragmentado.
Sentado na cadeira de madeira, o homem, já de certa idade, mantinha as costas retas como uma tábua. Suas sobrancelhas estavam profundamente franzidas, e a aura ao seu redor exalava uma frieza impiedosa.
Isabella pisava leve, com o coração na boca, e murmurou:
— Pai.
As feições duras de Ricardo pareceram relaxar de propósito.
— Aonde você foi até uma hora dessas?
— Eu...
Ela não podia contar a verdade.
Se o pai soubesse que ela fora se ajoelhar e implorar piedade a Henrique Xavier, ele teria um ataque de fúria.
As famílias Xavier e Âncora mantinham uma paz de fachada, mas, nos bastidores, a guerra já havia começado.
— Eu estava me sentindo mal, então fui dar uma volta.
Ricardo acendeu a luz principal do teto.
O ambiente iluminou-se num piscar de olhos.
— Seu irmão entrou em contato?
Isabella balançou a cabeça, triste.
— Não.
A expressão de Ricardo oscilou antes de voltar à calmaria implacável de sempre.
— Venha cá, Isabella. Preciso falar com você.
Ela olhou para ele, com medo de se aproximar.
Percebendo que sua carranca a assustava, Ricardo suavizou a voz.
— Eu ando de cabeça quente ultimamente e acabei te negligenciando. O papai pede desculpas.
Quanto mais ele agia assim, mais Isabella ficava apavorada.
Ricardo sempre fora carinhoso com ela.
Mas nunca, jamais, havia pedido desculpas.
Ela andou até ele e sentou-se ao seu lado.
Ricardo pegou a mão dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...