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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1172

Mas, este ano, talvez porque o desempenho de Enzo Pinto tenha começado a agradar o Patriarca Pinto, a relação entre pai e filho finalmente começou a melhorar.

Melhorou tanto que, por fim, o velho Patriarca passou a ter uma nova preocupação em mente.

O futuro casamento de Enzo.

Aquele jovem mestre da família Pinto, que vivia como uma piada na alta sociedade e era detestado por todos, jamais seria aceito como marido por qualquer garota de boa família.

As moças comuns, a família Pinto não aprovava.

As excepcionais, não queriam saber de Enzo Pinto.

Com o tempo, o casamento do filho mais velho tornou-se a grande angústia do Patriarca.

Isabella Âncora não era burra. Ela já havia deduzido o que Ricardo Âncora estava prestes a dizer.

Mas ela ainda se recusava a acreditar.

Não conseguia aceitar que seu próprio pai a usaria como mercadoria de troca. No fundo, ela ainda queria acreditar que o pai a amava. Devia ser apenas uma paranoia da cabeça dela.

A voz de Ricardo continuava afetuosa, muito gentil. Mas, aos ouvidos de Isabella, soava como se viesse do próprio inferno.

— O Patriarca Pinto gosta muito de você — disse Ricardo. — Ele acha que você e o Enzo formam um bom par. Quando ele me perguntou o que eu achava, não dei uma resposta imediata. Queria ouvir a sua opinião primeiro.

A última fagulha de esperança no coração dela se estilhaçou por completo.

Aquele homem era seu pai, sim. Mas ele também era Ricardo Âncora.

O mesmo Ricardo Âncora que, aos olhos de todos, colocava os interesses acima de qualquer coisa.

Ele não estava consultando a opinião dela.

Ele já havia decidido.

O pavor que Isabella sentia pelo pai evaporou, dando lugar a um sorriso desesperado e amargo.

— O senhor acha que, como não há mais possibilidade de aliança com a família Xavier, agora precisa me entregar para a família Pinto, é isso?

Quando planejou o casamento com a família Xavier, Ricardo não pediu a opinião dela. Agora, com a família Pinto, pediria menos ainda.

Ah, Isabella, Isabella...

Como você foi ingênua. Herdeira da alta sociedade, moça intocável... Aos olhos do seu pai, você não passa de um produto com um bom valor de mercado.

Ricardo não se deu ao trabalho de prolongar a encenação.

— O papai está fazendo isso pelo bem da nossa família. Quando eu me for, todo o império será seu. No fim das contas, não é tudo para o seu próprio bem?

Que ironia.

Neste momento, Naiara acompanhava Belmira no terraço, aproveitando o sol da manhã. De relance, ela assistia à coletiva de Ricardo no celular.

Graças aos cuidados médicos especializados, o corpo de Belmira se recuperava em uma velocidade impressionante.

— Aconteceu algo dessa magnitude e você não me disse uma única palavra. Você ainda se considera minha filha? — repreendeu Belmira.

Após passar por essa doença grave, o espaço de Naiara no coração de Belmira apenas cresceu.

Naiara guardou o celular, abrindo um sorriso doce e conciliador.

— Eu só não queria que a senhora se preocupasse, madrinha.

— Não queria que eu me preocupasse! — Belmira fingiu estar brava. — Então, no mínimo, deveria ter me contado depois! Tive que descobrir vendo o noticiário do Ricardo!

Naiara puxou sua cadeira para mais perto e encostou a cabeça no ombro da mais velha.

— Na próxima vez que acontecer alguma coisa, prometo que conto tudo para a senhora.

Belmira deu um tapinha leve no braço dela.

— Que absurdo é esse! Uma desgraça dessas não pode ter uma próxima vez!

— Tem toda razão — concordou Naiara rapidamente. — Sem próxima vez, sem próxima vez.

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