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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1178

Beatriz ficou atordoada com a pergunta, quase como se não houvesse considerado isso.

— Claro que não! Eu só sinto um pouco de pena dele, isso é tudo.

Mas Naiara, sagaz, conseguia sentir as nuances dessa relação perigosa.

O despertar do primeiro amor, a súbita fixação por alguém... às vezes só precisa de um olhar, um segundo, um único gesto inesperado.

Será que o fato de Fausto não tê-la ferido durante o sequestro fez Beatriz nutrir uma empatia torta por ele?

Mesmo que ela não estivesse apaixonada agora, sentir pena já era um sinal de alerta estrondoso.

Não!

Absolutamente não.

Se Fausto a havia libertado naquele dia, além do impacto das palavras de Naiara, o verdadeiro motivo foi o conflito interno do próprio rapaz.

Fausto sabia que estava sendo usado por Helena Âncora. Ele repudiava ser uma mera marionete, e acima de tudo, repudiava ter que se deitar com alguém que não amava.

Foi por isso que ele cedeu.

Mas... e se Fausto descobrisse a verdade? Que ele era o autêntico herdeiro dos Âncora?

Chegaria o dia em que Ricardo colocaria todo o império nas mãos dele.

Respaldado pela sua verdadeira identidade e seduzido pelo poder da família, a mentalidade de Fausto com certeza sofreria uma mutação imprevisível.

Se seria para o bem ou para o mal, ninguém poderia garantir.

Portanto, Beatriz devia ficar o mais longe possível dele.

Com uma voz fria e inabalável, Naiara disparou:

— Dos meus acertos de contas com o Fausto, cuido eu. Não preciso da sua ajuda para pagar dívida nenhuma. Quero que fique longe dele. A partir de hoje, você está terminantemente proibida de se encontrar com ele.

O rosto de Beatriz murchou, misturando frustração e rebeldia.

— Mas por quê?

Naiara não tinha tempo nem intenção de justificar seus motivos.

— Não tem porquê. Você apenas vai fazer o que eu estou mandando.

Beatriz torceu a boca, murmurando baixinho.

— Eu sei que você odeia todos da família Âncora, mas só porque você os detesta, não pode me obrigar a detestar também.

— Se você me respeita como sua cunhada, vai obedecer — cortou Naiara, inflexível.

Beatriz bufou de indignação.

— Então eu não te chamo mais de cunhada!

— Como queira — rebateu Naiara, sem piscar. — Sendo assim, de agora em diante, pare de chamar meu marido de "irmão".

Beatriz ficou muda.

Engasgou de tanta raiva por alguns segundos até finalmente explodir:

— Que chata! Devia ter ficado de boca fechada e não te contado nada.

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