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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1179

As pernas vão doer?

Na frente de Naiara, no entanto, ela não ousou perguntar.

Naiara abriu a gaveta da sua mesa e puxou um envelope pardo.

— Isso é para vocês dois.

Gualter pegou o envelope. — O que é isso?

— Abra e veja.

Gualter obedeceu, espiou o conteúdo, e quase imediatamente jogou o envelope de volta sobre a mesa, como se queimasse.

— Por que você está me dando isso? Eu não quero!

Só pelo privilégio de tê-la como mentora e irmã, ele já havia alcançado o ápice da vida.

Como poderia aceitar um presente de valor tão astronômico?

Naiara pegou o envelope e o estendeu para Quitéria.

Apesar de não saber do que se tratava, Quitéria sabia que se Gualter recusou de forma tão veemente, ela não tinha o direito de aceitar.

Sem saída, Naiara forçou o documento nas mãos de Gualter de novo.

— Eu provavelmente nunca mais vou morar no Residencial Perfume. Ficar com aquele imóvel vazio é um desperdício, e eu também não quero vender. Então decidi transferir para o seu nome. Será o presente de casamento para você e a Quitéria. A nova casa de vocês.

— A minha intenção era organizar um casamento digno para vocês dois. Mas com a crise atual, não é o momento certo. Como você mesmo disse, vamos esperar a poeira abaixar.

— Quando houver paz de novo, faremos o casamento de vocês.

Gualter sentiu um nó na garganta.

Não era rejeição, era apenas o peso avassalador daquele afeto incondicional. Ele não sabia se era digno de tanto.

Tendo crescido num orfanato, ele nunca sequer soube o que era ser amado por uma família.

No passado, ele implorou por isso.

Com o tempo, afundou no desespero de nunca ser acolhido.

Mas, quando tudo parecia perdido, o destino colocou essa irmã no seu caminho.

Tê-la conhecido já era a maior bênção de sua vida. Ele não podia simplesmente explorar tamanha generosidade.

— Eu não vou aceitar isso de jeito nenhum! — insistiu Gualter, obstinado. — Foi o Sr. Thiago quem deixou isso exclusivamente para você. Eu não tenho o direito de ficar com isso!

Naiara deu um sorriso sereno. — Exatamente por ter sido um presente dele é que eu não tenho coragem de vender. Mas um imóvel fechado perde sua alma. Vocês estariam me ajudando se fossem morar lá e cuidassem do lugar.

Gualter continuava irredutível.

Percebendo que a doçura não funcionaria, Naiara assumiu seu lado autoritário.

Eram apenas algumas folhas finas de papel, mas nas mãos de Gualter, pesavam uma tonelada.

O que Naiara lhe entregava não era apenas uma casa de luxo.

Era cem por cento da sua confiança absoluta.

— Já que você cismou que vai voltar ao trabalho de qualquer jeito, amanhã à noite temos um jantar com alguns clientes de altíssimo nível. Você vem comigo.

— Sem problema — confirmou Gualter.

Ele entendia perfeitamente a jogada. Ela estava começando a empurrá-lo para a linha de frente, preparando o terreno.

No futuro, caberia a ele gerenciar e proteger aquela carteira de clientes vitais.

Naiara pensou um pouco. — Quitéria, você vem com a gente também.

Assim, ela poderia dar suporte ao Gualter durante o trajeto.

Quitéria assentiu prontamente. — Sim, senhora.

Nos anos que se seguiriam, Naiara passaria incontáveis noites revivendo este exato momento, assombrada por uma única e terrível pergunta:

Se ela não tivesse levado Quitéria junto naquele dia...

O final de toda essa história poderia ter sido diferente?

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