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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1182

Afonso foi procurar Fábio.

Ao abrir a porta, deparou-se com Mariana parada no corredor. Ela segurava uma bandeja com um copo de leite.

Um traço de desgosto passou pelos olhos de Afonso.

Mariana apressou-se em explicar.

— Sr. Afonso! Eu acabei de chegar.

A expressão suave que o homem carregava instantes antes desapareceu por completo.

— Precisa de algo?

Mariana ergueu levemente a bandeja em suas mãos.

— Meu pai pediu para eu lhe trazer um copo de leite. Vai ajudá-lo a dormir melhor.

As sobrancelhas de Afonso se uniram numa linha severa.

— O tio Jiang?

— Sim.

Afonso soltou um suspiro quase imperceptível.

— O tio Jiang provavelmente me conhece melhor do que conhece a você. Ele sabe dos meus hábitos alimentares e, acima de tudo, sabe muito bem que eu detesto leite.

Até para inventar uma mentira ela conseguia ser frágil demais. Era uma estupidez sem tamanho.

A mão de Mariana tremeu.

— Sr. Afonso, eu...

— A essa hora da noite, os empregados não vêm para esta ala.

Era uma regra de Afonso. Chegado o momento de descanso, os funcionários deviam permanecer em seus aposentos. Jamais apareceriam na porta do seu quarto.

— Você veio até aqui de propósito. O que você quer?

O rosto de Mariana alternou entre o vermelho de vergonha e a palidez.

— Eu... eu só achei que o senhor tem trabalhado demais ultimamente, então pensei em trazer um copo de leite para ajudá-lo a relaxar. Eu não sabia... não sabia que não gostava.

Afonso não tinha a menor intenção de prolongar a conversa.

— Eu vou ficar hospedado aqui nos próximos dias. A sua presença torna as coisas um pouco inconvenientes, então, durante esse período, não venha mais para este lado.

Quando Mariana se virou para ir embora, seus olhos estavam vermelhos de lágrimas.

Fábio tinha acabado de sair do seu quarto e cruzou com ela.

Mariana abaixou a cabeça.

— Sr. Fábio.

— O meu irmão aqui reservou toda a gentileza e o afeto desta vida apenas para a esposa dele. Não leve para o lado pessoal — disparou Fábio.

Mariana arregalou os olhos, a surpresa escapando de seus lábios.

— Esposa?

Fábio abriu um sorriso irônico.

— Eu vou dar um toque no tio Jiang — completou Afonso.

— Estava indo me procurar? — perguntou Fábio.

— Estava.

Fábio ergueu duas latas de cerveja.

— Coincidência. Eu também estava indo atrás de você.

A brisa que cortava o jardim carregava uma luz suave, iluminando os dois homens sentados lado a lado.

Tss.

Uma das latas foi aberta e entregue a Afonso.

— Sei que prometeu à Naiara que não tocaria em álcool a menos que fosse inevitável, mas uma latinha de cerveja não deve quebrar a promessa, certo?

Afonso pegou a lata com um sorriso leve.

— Beber com você não quebra promessa nenhuma.

Fábio encostou-se na cadeira, inclinando a cabeça para trás. O líquido gelado desceu por sua garganta, o pomo de Adão movendo-se de forma marcante.

— Afonso, já faz muito tempo que não sentamos para conversar assim.

Afonso fechou os olhos, absorvendo aquele raro momento de paz. Tinham acontecido tantas coisas ultimamente que ele mal tivera tempo de respirar.

— Fábio. Obrigado.

Fábio soltou um resmungo.

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