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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1183

— Ouvir essa palavra saindo da sua boca chega a ser irritante.

Afonso, em vez de se irritar, deu uma risada.

— Raramente sou sentimental e você nem me dá uma chance?

— Não quero! Entre mim e você... Não! Entre mim, você e Cícero, nós três, nunca precisaremos dessa palavra.

Desde o dia em que se tornaram irmãos de alma, haviam selado um compromisso de compartilhar a glória e a ruína. O afeto entre eles era simples. Uma promessa era um juramento para a vida toda. Inabalável.

— Ela me ligou hoje — disse Afonso. — Falou que o Gualter e a Quitéria vão assinar os papéis do casamento nesses próximos dias. Ela deu o Residencial Perfume para eles como casa de recém-casados, e até planeja que eles façam a cerimônia junto com a nossa.

— Ela vê o Gualter como um irmão mais novo — comentou Fábio, sorrindo ao lembrar de algo. — Ainda me lembro de quando a Naiara trouxe aquele moleque da delegacia. Era rebelde, odiava todo mundo.

Odiava o mundo também. Vivia num estado de apatia, tanto fazia estar vivo ou morto.

— Mas agora ele é outra pessoa. Mudou completamente. Ficou mais radiante, cheio de esperança em relação ao mundo.

Tudo isso era mérito de Naiara. Ela era exatamente esse tipo de pessoa. O mundo a feria, e ela respondia com música. Como já havia tomado chuva na vida, sempre oferecia um guarda-chuva para quem estivesse se molhando.

Afonso lembrou de algo.

— E você? Vai entrar nessa com a gente?

— Entrar no quê?

— Casar no mesmo dia.

Fábio ficou em silêncio por alguns segundos.

— Acho que perdi a vontade de casar.

O casamento com Isadora havia drenado suas forças. A própria palavra “casamento” lhe deixara um trauma profundo. Se gostava de alguém, por que não podiam apenas ficar juntos, sem amarras?

— Se você realmente amar essa pessoa, vai sentir muita vontade de se casar com ela — afirmou Afonso. — Uma certidão de casamento é o testemunho dos sentimentos de duas pessoas. A promessa mais doce na jornada da vida. E também é a maior garantia que você pode dar ao outro.

Fábio passou o braço pelos ombros de Afonso.

— Casa você primeiro. Eu serei seu padrinho. Quando eu estiver preparado psicologicamente e realmente quiser me casar com ela, farei uma cerimônia grandiosa.

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