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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1184

No dia seguinte.

Era o funeral do filho mais novo da família Pinto, Dante Pinto.

Afonso e Fábio, vestidos com ternos pretos impecáveis, compareceram para prestar suas condolências.

O salão principal estava solene, o ar impregnado de uma atmosfera pesada. Apesar de ser o funeral de um jovem, o número de patriarcas e figuras importantes presentes era considerável. A maioria estava lá em respeito ao velho Patriarca Pinto.

Afinal, a influência da família Pinto em Porto das Estrelas não podia ser subestimada.

Augusto Pinto.

O líder absoluto da família Pinto. Embora beirasse os sessenta anos, ainda mantinha um porte físico robusto e um olhar penetrante.

Ao lado dele, chorando de forma tão copiosa que era impossível saber se as lágrimas eram verdadeiras ou falsas, estava sua jovem e bela esposa, Flávia. Ela era mais de vinte anos mais nova que Augusto.

Afonso adiantou-se para cumprimentá-lo.

— Tio Augusto.

Era evidente que Augusto estava devastado com a morte do filho mais novo. Sua expressão estava terrível. Claro que, possivelmente, parte daquela hostilidade estampada em seu rosto se devia à presença de Afonso.

No entanto, Augusto era um homem que sabia manter as aparências e não disse muito.

Ele esperou até que os trâmites do funeral fossem concluídos para chamar Afonso a uma sala reservada.

Fábio tentou acompanhá-lo, mas foi barrado pelos seguranças de Augusto.

Com o rosto sombrio, Augusto foi direto:

— Quero falar apenas com ele.

Afonso lançou um olhar tranquilizador para Fábio, que recuou e esperou do lado de fora.

Augusto, exausto pela dor e pelo luto, precisou ser amparado para conseguir se sentar. Assim que se acomodou, dispensou os criados.

— Não importa como aconteceu. O fato é que meu filho morreu no território dos Xavier. Se vocês não derem uma satisfação pública, a sociedade vai achar que Augusto Pinto se acovardou diante do poder da sua família.

— E que tipo de satisfação o tio Augusto quer que eu dê? — perguntou Afonso, com o tom de voz gélido.

— Essa não é uma pergunta que você deve fazer a mim, e sim a si mesmo, jovem Afonso.

Os olhos de Afonso baixaram levemente.

Ele já havia calculado que Augusto não desperdiçaria aquela oportunidade.

A família Xavier possuía em Porto Oeste não apenas clubes luxuosos, mas também uma renomada vinícola.

Diferente das outras, a vinícola dos Xavier dominava toda a cadeia produtiva, desde o plantio rigoroso das uvas, o processamento, a fermentação, até o engarrafamento. Esse controle impecável evitava oscilações na qualidade da matéria-prima. Além disso, haviam investido tempo, dinheiro e pesquisa pesada para refinar as safras.

Hoje, o vinho que saía daquelas terras era consumido pela elite mais exigente. As vendas disparavam a cada ano.

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