No dia seguinte.
Era o funeral do filho mais novo da família Pinto, Dante Pinto.
Afonso e Fábio, vestidos com ternos pretos impecáveis, compareceram para prestar suas condolências.
O salão principal estava solene, o ar impregnado de uma atmosfera pesada. Apesar de ser o funeral de um jovem, o número de patriarcas e figuras importantes presentes era considerável. A maioria estava lá em respeito ao velho Patriarca Pinto.
Afinal, a influência da família Pinto em Porto das Estrelas não podia ser subestimada.
Augusto Pinto.
O líder absoluto da família Pinto. Embora beirasse os sessenta anos, ainda mantinha um porte físico robusto e um olhar penetrante.
Ao lado dele, chorando de forma tão copiosa que era impossível saber se as lágrimas eram verdadeiras ou falsas, estava sua jovem e bela esposa, Flávia. Ela era mais de vinte anos mais nova que Augusto.
Afonso adiantou-se para cumprimentá-lo.
— Tio Augusto.
Era evidente que Augusto estava devastado com a morte do filho mais novo. Sua expressão estava terrível. Claro que, possivelmente, parte daquela hostilidade estampada em seu rosto se devia à presença de Afonso.
No entanto, Augusto era um homem que sabia manter as aparências e não disse muito.
Ele esperou até que os trâmites do funeral fossem concluídos para chamar Afonso a uma sala reservada.
Fábio tentou acompanhá-lo, mas foi barrado pelos seguranças de Augusto.
Com o rosto sombrio, Augusto foi direto:
— Quero falar apenas com ele.
Afonso lançou um olhar tranquilizador para Fábio, que recuou e esperou do lado de fora.
Augusto, exausto pela dor e pelo luto, precisou ser amparado para conseguir se sentar. Assim que se acomodou, dispensou os criados.
— Não importa como aconteceu. O fato é que meu filho morreu no território dos Xavier. Se vocês não derem uma satisfação pública, a sociedade vai achar que Augusto Pinto se acovardou diante do poder da sua família.
— E que tipo de satisfação o tio Augusto quer que eu dê? — perguntou Afonso, com o tom de voz gélido.
— Essa não é uma pergunta que você deve fazer a mim, e sim a si mesmo, jovem Afonso.
Os olhos de Afonso baixaram levemente.
Ele já havia calculado que Augusto não desperdiçaria aquela oportunidade.
A família Xavier possuía em Porto Oeste não apenas clubes luxuosos, mas também uma renomada vinícola.
Diferente das outras, a vinícola dos Xavier dominava toda a cadeia produtiva, desde o plantio rigoroso das uvas, o processamento, a fermentação, até o engarrafamento. Esse controle impecável evitava oscilações na qualidade da matéria-prima. Além disso, haviam investido tempo, dinheiro e pesquisa pesada para refinar as safras.
Hoje, o vinho que saía daquelas terras era consumido pela elite mais exigente. As vendas disparavam a cada ano.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...