— Afonso...
Isabella parou a poucos passos de distância.
Afonso não ficou surpreso por encontrá-la ali. Num evento daquela magnitude envolvendo a família Pinto, era óbvio que Ricardo compareceria. E se Ricardo estava ali, Isabella seria trazida a tiracolo.
O funeral era apenas fachada; o verdadeiro propósito era exibir Isabella ao futuro sogro.
Afonso sabia disso.
E Isabella sabia ainda mais. Era por isso que o medo a consumia. Ela implorava por socorro.
— Eu ouvi a conversa de vocês lá dentro — ela soltou de uma vez. — Afonso, você pode me ajudar? Por favor?
A resposta de Afonso foi cortante.
— Não.
Não podia haver mais qualquer laço entre eles. Parecia cruel, mas era a única forma cirúrgica de evitar problemas futuros.
Isabella agarrou o braço dele como se fosse a única tábua de salvação num naufrágio.
— Se você simplesmente entregar a vinícola para o Augusto Pinto, eles ficam do lado da sua família!
Com isso, ela estaria livre do casamento com Enzo Pinto. Só de lembrar do histórico repulsivo de escândalos daquele homem, ela tremia da cabeça aos pés.
— É um acordo bom para os Xavier! Por que não pode ser?
Afonso soltou o braço do aperto dela, dando dois passos para trás.
— Aquela vinícola era o projeto da vida da minha mãe. Eu me recuso.
Além disso, não suportava que usassem o termo "negociar" com uma arma apontada para sua cabeça. A família Xavier não tinha o costume de se ajoelhar para ninguém.
As lágrimas brotaram furiosamente nos olhos de Isabella.
— Afonso, me ajuda! Se você não fizer isso, ninguém mais fará!
Ele lançou-lhe um olhar glacial.
— Lamento, mas não há nada que eu possa fazer.
E virou as costas para ir embora.
Desesperada, Isabella avançou e o abraçou com força por trás.
— Afonso! Se você não me ajudar, eu vou morrer!
As feições de Afonso endureceram. Com um movimento ríspido, ele se desvencilhou e a empurrou.
Enfraquecida por dias de ansiedade severa, Isabella não se aguentou de pé e caiu de forma humilhante no chão.
Num rompante insano, Isabella agarrou-o pela cintura com toda a força.
A paciência de Afonso se esgotou. Ele ergueu a mão, prestes a desferir um golpe na nuca dela para desmaiá-la.
Até que uma voz cortou o corredor.
— Mas o que está acontecendo aqui?
Ao reconhecer o tom, Isabella tremeu violentamente e soltou Afonso no mesmo segundo.
Enzo Pinto a encarava de lado, o olhar fuzilante.
Os pelos da nuca de Isabella se arrepiaram.
Enzo deu um passo à frente.
— Afonso, está tentando roubar a mulher dos outros?
Sempre cínico, o herdeiro dos Pinto agora demonstrava raiva.
— A mulher é sua, não minha, Sr. Enzo! E eu não tenho tempo a perder dando explicações para você.
O orgulho de Enzo não engoliu a audácia de Afonso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...