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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1188

Hoje, Quitéria havia se arrumado com esmero.

Fez uma maquiagem leve, vestiu uma saia elegante na altura dos joelhos e calçou botas curtas de couro. O cabelo, normalmente preso, estava solto, caindo em ondas suaves.

Parecia delicada e adorável.

Naiara olhou-a com admiração e brincou com Gualter:

— É o que dizem: a mulher se arruma para agradar ao homem que ama.

Quitéria corou levemente.

— Que nada! Eu só me arrumei porque vamos receber clientes muito importantes. Não queria que passassem vergonha por minha causa.

Naiara mexeu suavemente numa mecha do cabelo da garota.

— Medo de me envergonhar ou medo de envergonhar o seu futuro marido?

Quitéria apertou os lábios, sorrindo tímida.

— Pare de provocá-la. Sabe que ela fica sem graça à toa — defendeu Gualter, passando o braço ao redor da noiva.

Naiara sorriu, orgulhosa.

— Olha só... o meu irmão caçula já sabe proteger a mulher dele. Muito bem, está evoluindo.

Ela de repente se lembrou de um detalhe.

— Aliás, quando vocês vão assinar os papéis do casamento?

Gualter olhou para Quitéria.

— Vamos precisar de um dia de folga amanhã.

— Um dia é pouco — retrucou Naiara, rindo. — Posso dar mais dias.

— Não precisa. Um dia é suficiente.

— E não vão viajar para comemorar? Pensem bem: quando as coisas esquentarem na empresa, não vai sobrar tempo.

Quitéria interveio rapidamente.

— Não tem problema. Teremos tempo para isso depois. A empresa é a prioridade agora.

Naiara deu um tapinha no ombro de Gualter.

— Trate de cuidar muito bem dela, ouviu?

— Que negócio de “quando for”? A Sra. Naiara já oficializou o casamento com o Sr. Afonso. Só falta a festa. Ouvi dizer que o Patriarca Henrique quer uma cerimônia colossal. É verdade, Sra. Naiara?

— É verdade — admitiu ela, com um sorriso sereno. — Nossa intenção era organizar tudo o mais rápido possível, mas as agendas estão apertadas. Tivemos que adiar um pouco. Mas fiquem tranquilos: os convites chegarão em mãos e espero a presença de todos vocês.

No meio das conversas, o telefone de Naiara tocou.

Como costumava fazer em compromissos de negócios, recusou a chamada. Era Felícia. Normalmente, a governanta sabia que ela estava em reunião e não insistiria.

Porém, o telefone voltou a tocar logo em seguida.

Sentindo o peso da urgência, Naiara avisou Gualter e saiu para atender.

— Felícia? Estou no meio de um jantar. O que houve?

A voz de Felícia soou estrangulada pelo choro.

— Senhora... A Natália desapareceu.

O coração de Naiara despencou.

— Como assim?

— Ela tinha aula do curso preparatório hoje à noite. Depois do jantar, o motorista foi levá-la.

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