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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1227

— A melhor prova que existe: um exame de DNA — respondeu Magnus, calmamente. — Enquanto você estava inconsciente, pedi à equipe médica que colhesse amostras do nosso sangue. Os resultados devem sair em breve.

Naiara sentiu-se flutuando, a realidade escapando por entre seus dedos.

— E se houver algum erro?

— O exame é para que você acredite, porque eu não preciso dele — Magnus a fitou com uma devoção que jamais demonstrou a qualquer outra pessoa. — No segundo em que bati os olhos em você, eu soube. Você é a imagem esculpida da sua mãe.

Naiara virou-se para Belmira em busca de amparo.

Belmira logo explicou:

— Quando você foi resgatar o José sozinha, eu entrei em desespero. Lembrei que você havia comentado sobre o convite do General do Comando Militar do Sul.

— Achei que se implorássemos a ele, talvez pudéssemos virar o jogo.

— Só que eu jamais imaginei que...

No instante em que Belmira e Magnus se encontraram cara a cara, foi como se retrocedessem mais de vinte anos no tempo. Ele não era mais o jovem militar de antigamente, mas sua presença inconfundível ainda era a mesma.

O reencontro entre duas pessoas que acreditavam que nunca mais se veriam nesta vida pareceu um milagre orquestrado pelo destino.

A surpresa maior, no entanto, foi constatar que aquele temido General de Exército era ninguém menos que o pai biológico de Naiara.

E, como se as peças do quebra-cabeça finalmente se encaixassem, Belmira descobriu que todo o apoio misterioso que Leonardo andava recebendo nos bastidores também era obra de Magnus.

Enquanto contava a história, Belmira deixou escapar um riso incrédulo.

— Meu Deus, se eu soubesse, teria pedido ao Leonardo que investigasse logo quem estava nos ajudando. Assim, vocês dois teriam se reconhecido muito antes.

— Eu também não fazia ideia de que o grande gênio da tecnologia elogiado pelo Comando Militar era a minha própria filha — completou Magnus.

A expressão de Belmira suavizou-se em tristeza.

— Essa menina sonhou a vida inteira em encontrar o pai verdadeiro. Agora que o encontrou, o choque é muito grande. Dê um tempo a ela.

Magnus deu tapinhas leves na mão de Naiara.

— Sua madrinha já me contou tudo, Aurora. Você sofreu tanto, minha pequena.

Aurora?

— Por que está me chamando de Aurora? — perguntou Naiara, confusa.

Uma dor visceral brilhou nos olhos do general.

— Antes de você nascer, eu e sua mãe havíamos decidido os nomes. Se fosse menina, se chamaria Aurora. Se fosse menino, seria Cássio.

Naiara franziu os lábios, sentindo uma rebeldia subir ao peito, e puxou a mão de volta.

— E por que você demorou tanto para me procurar?

Relembrar o passado sempre trazia consigo cicatrizes dolorosas e um mar de arrependimentos.

— Naquela época, a natureza do meu trabalho era estritamente confidencial. Havia um grau altíssimo de risco e sigilo absoluto. Até mesmo a sua mãe partiu sem saber exatamente o que eu fazia, ou que cargo eu ocupava. Todas as minhas informações pessoais foram apagadas dos registros públicos.

— Na minha última missão, fui gravemente ferido. Até hoje, carrego um estilhaço alojado no corpo que não pode ser removido.

— Mas o pior foi o trauma na cabeça. Fiquei em coma por meses e passei muito tempo no hospital até os médicos conseguirem salvar a minha vida.

— Foi por isso que quebrei a promessa que fiz à sua mãe. Eu não estava lá no dia em que você nasceu.

— E quando finalmente recuperei a consciência... a notícia que recebi foi que ela havia sofrido complicações no parto. E que nenhuma das duas havia sobrevivido.

— Claro... — O olhar de Magnus foi tomado por um ódio profundo e letal. — Só agora entendo que tudo foi uma armação. Luciana falsificou tudo e me fez acreditar na morte de vocês.

Todo santo ano, o túmulo que ele visitava chorando nem sequer pertencia à sua amada.

— Se eu não tivesse esbarrado com a sua madrinha hoje, eu morreria sem saber que tenho uma filha viva neste mundo.

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