Diante daquela suposição, Henrique instruiu o funcionário.
— De agora em diante, quando o pai da Naiara vier, deixem-no entrar diretamente. Não há necessidade de anunciar.
— Não é o General Magnus, senhor — o empregado corrigiu, polidamente. — É o irmão da senhora Naiara.
Irmão?
Naiara e Henrique trocaram um olhar confuso. De onde ela teria um irmão?
Henrique pareceu deduzir algo rapidamente.
— Faça-o entrar.
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Pouco depois, um homem de pé aguardava no centro da sala de estar. Só de olhar para as suas costas largas, podia-se notar uma postura militar e imponente. Naiara empurrou a cadeira de rodas de Henrique até ele.
O homem virou-se e cumprimentou Henrique primeiro, com educação impecável.
— Sr. Xavier, peço desculpas pela intromissão.
Henrique, um homem que passou a vida lendo as pessoas, percebeu de imediato que aquele jovem possuía excelente criação e refinamento. O sangue realmente não mentia.
O olhar do homem pousou suavemente no rosto de Naiara, desprovido de qualquer frieza típica de um primeiro encontro.
— Irmã.
Naiara estava atônita.
— Quem é você?
O homem era notavelmente atraente, com feições viris e uma aura de autoridade inata. Havia, sem dúvida, traços de Magnus nele.
— Eu sou Cássio. Sou o seu irmão.
Cássio?
Naiara lembrou-se do que Magnus havia lhe contado: *"Se fosse menina, se chamaria Aurora. Se fosse menino, Cássio."*
Então esse era...?
Cássio sorriu levemente, adivinhando a confusão dela.
— Minha mãe se chama Heloísa, ela é a atual esposa do nosso pai. Quando ela se casou com ele, eu já era nascido. Eu tinha outro nome, mas o papai mudou para Cássio mais tarde. Ele me disse que você é um pouco mais nova do que eu. Portanto, eu sou o seu irmão mais velho.
Naiara ficou absorta por um momento.
— Como... como você veio parar aqui?
— O papai me ligou, mandou eu largar tudo e vir imediatamente para conhecer a minha irmã. — Cássio explicou, a voz mansa. — A mamãe também ia vir, mas ela está atolada de trabalho esses dias e só vai conseguir chegar um pouco mais tarde. Ah, esqueci de mencionar, minha mãe é professora universitária.
Naiara murmurou, desviando o olhar.
— Ela é a sua mãe, não a minha...
O sorriso de Cássio permaneceu sereno e acolhedor.
— Eu sei.
A atitude tranquila e gentil dele fez com que Naiara se sentisse subitamente infantil. Nenhum deles tinha culpa do passado. Aquele irmão também não tinha culpa. Por que ela estava sendo tão defensiva?



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...