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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1230

Henrique Xavier curvou-se para pegar o livro que havia caído no chão.

Naiara apressou-se em impedi-lo.

— Sogro, deixe que eu pego. Não faça movimentos bruscos. Sua fratura ainda não sarou completamente, precisa ter mais cuidado.

Henrique olhou para ela com um misto de alívio e carinho.

— Naiara... você quer voltar para casa com o seu pai?

A jovem sequer precisou pensar na resposta.

— Minha casa é aqui. Eu não vou a lugar nenhum.

— Mas você e seu pai finalmente se reencontraram. Pelo que ele deu a entender, ele quer muito que você vá morar com ele.

Naiara fez um leve bico, cruzando os braços.

— Aquela é a casa dele, não a minha.

Além disso, aquela casa ficava longe de Rio Belo. Ela não queria ir de jeito nenhum. Rio Belo era onde estavam as suas raízes; ela não queria partir.

Henrique suspirou, profundamente comovido.

— Quem diria que o General Magnus seria o seu pai biológico... Se a sua madrinha não tivesse sido forçada pelas circunstâncias a procurá-lo, sabe-se lá quando vocês teriam se reconhecido.

Aquilo devia ser o poder dos laços de sangue. O destino, misteriosamente, havia conspirado para uni-los.

— Naiara, deixe isso de lado por um instante. Venha aqui, sente-se. Quero conversar com você.

Ela largou o que estava segurando, puxou uma cadeira e sentou-se ao lado de Henrique.

— O que foi, sogro? O que quer me dizer?

Henrique adotou um tom paternal e sábio.

— Eu sei que, no fundo, você ainda está um pouco chateada com o seu pai. Você sente raiva porque, durante todos esses anos, ele não apenas não foi procurá-la, como também formou uma nova família, deixando você viver sozinha, suportando tantas injustiças.

Ele fez uma pausa, observando a expressão da nora.

— Mas você precisa entender que ele não deixou de procurá-la por falta de amor. Ele sempre acreditou que você já não estava mais neste mundo. E, embora tenha formado uma nova família, não foi da noite para o dia. Foram dez anos de luto. Dez anos. Você precisa saber que, durante essa década inteira, o seu pai também sofreu amargamente sozinho. Ele precisou de dez anos para curar as feridas. Quando se casou novamente, era apenas um homem buscando alguém com quem conversar, buscando uma companhia para a velhice.

As palavras de Henrique pairaram no ar.

— Você não pode exigir que o seu pai passe a vida inteira sozinho, Naiara. Você sabe muito bem qual é o gosto da solidão. Vai mesmo querer que o seu pai sinta esse gosto amargo até o fim da vida?

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