Mesmo que Luciana se ajoelhasse em penitência agora, era provável que o General Magnus sequer se dignasse a olhar para o seu rosto.
— Parabéns, Naiara. Você finalmente encontrou quem tanto procurava.
Naiara deu um leve sorriso.
— Obrigada.
— Então... você vai morar com o seu pai agora?
— Eu sou a nora da família Xavier, naturalmente vou ficar com a minha família. Além disso, o meu pai não ficará em Rio Belo para sempre. Ele tem os compromissos dele na base militar.
Luciana a observou com tristeza.
— Você deve ficar muito triste quando ele vai embora, não é?
Naiara balançou a cabeça suavemente.
— Eu já estou satisfeita. Embora não possamos estar juntos o tempo todo, pelo menos o encontrei, e ele me reconheceu. Já vivemos momentos maravilhosos como pai e filha. Para mim, é o suficiente.
Luciana olhou para a jovem que ela quase destruiu com as próprias mãos. Pela primeira vez na vida, sentiu-se profundamente humilhada diante da grandiosidade dela. Naiara era uma boa pessoa. Alguém que sempre conseguia se colocar no lugar do outro e encontrar paz.
— Ah, a propósito, eu comprei algumas roupas para você.
Naiara olhou para o relógio antes de continuar.
— O tempo está esquentando, então comprei duas peças mais leves. Lembro que você sempre foi vaidosa, então escolhi cores mais vivas.
Luciana abriu a boca, mas as palavras não saíam. No fim, ela conseguiu sussurrar apenas uma frase.
— Muito obrigada.
Se no passado ela tivesse tratado essa menina com amor, a família deles seria a mais feliz de todas. Mas ela destruiu tudo. Estar trancada naquela prisão sombria todos os dias era o castigo que ela merecia.
Quando Naiara fez menção de se levantar, Luciana hesitou, relutante em deixá-la ir.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...