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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 13

Na manhã seguinte.

Naiara arrumou-se de forma minimalista e vestiu um elegante conjunto de tweed francês na cor branco leitoso.

A silhueta esguia foi perfeitamente envolvida pelo corte impecável. Seus longos cabelos negros e levemente ondulados caíam naturalmente sobre os ombros. Ela estava elegante e solene, exalando um charme irresistível.

Afinal, ela ia fechar um negócio à tarde, e a aparência era fundamental nessas ocasiões.

Quando Naiara desceu as escadas, os olhos de Felícia brilharam.

— Senhora, tem algum compromisso importante hoje?

Naiara sorriu levemente.

— Sim, tenho um encontro.

Felícia não perguntou mais, apenas comentou:

— Faz bem sair um pouco. Ficar presa nesta mansão o dia todo só adoece a alma.

Naiara, é claro, entendeu a mensagem nas entrelinhas.

— Ah, senhora. — Certificando-se de que não havia ninguém por perto, Felícia baixou a voz. — A velha senhora Franciely, a madame Karina, e a Sra. Adriana vão se mudar para cá. Disseram que é para facilitar o cuidado com o bebê.

Franciely e Karina não moravam com Naiara e Carlos.

E Adriana, a princípio, vivia com Nilton em outra propriedade da família.

Agora, por causa de Adriana e seu escândalo de traição e sementes bastardas, três casas se uniriam em uma só.

Aquela mansão, sem dúvida, se tornaria um verdadeiro inferno.

Facilitar o cuidado com o bebê?

Que desculpa mais esfarrapada para vigiar e impor a falsa honra da família!

— Felícia.

A governanta trouxe o café da manhã:

— Pois não, senhora?

— Eu sei que você se importa comigo. — disse Naiara, com o tom frio e preciso de sempre. — Mas, de agora em diante, não me defenda mais nesta casa. Você precisa manter o seu emprego. Quanto aos meus problemas, eu mesma os resolverei.

Carlos, em respeito às décadas de serviço dedicado de Felícia à família Lucca, poderia até relevar.

Mas Franciely e Karina eram mulheres cruéis.

Se Felícia as ofendesse, seria expulsa sem piedade.

E com a idade avançada de Felícia, encontrar outro emprego na alta sociedade seria quase impossível.

— Eu entendi, senhora. — Felícia assentiu.

Naiara deu uma mordida em um pãozinho e, de repente, sentiu um forte enjoo, tendo uma ânsia de vômito.

Felícia, uma mulher experiente, arregalou os olhos:

— Senhora, por acaso você está...

Naiara balançou a cabeça negativamente para ela.

Por acaso Adriana era mais importante do que a própria irmã dele?

— Tenho que ir à empresa à tarde, não tenho tempo. Vá no meu lugar e ponto final.

— Eu também não tenho tempo, eu...

— Carlos, benzinho, vem rápido... o bebezinho golfou um pouquinho.

A voz doce e asquerosa de Adriana ecoou de repente pelo telefone.

Carlos respondeu imediatamente:

— Chega, encerramos por aqui. Não se esqueça de buscá-la.

A ligação foi encerrada abruptamente.

Naiara olhou as horas.

Ainda era cedo.

Tinha tempo de sobra para passar na joalheria.

Quarenta minutos depois.

O dono da joalheria a recebeu pessoalmente. Ele avaliou a peça e, incrédulo, inspecionou o colar de diamantes coloridos repetidas vezes.

Naiara esperou pacientemente.

Diante de um item tão valioso, era natural que ele duvidasse da autenticidade à primeira vista.

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