Na manhã seguinte.
Naiara arrumou-se de forma minimalista e vestiu um elegante conjunto de tweed francês na cor branco leitoso.
A silhueta esguia foi perfeitamente envolvida pelo corte impecável. Seus longos cabelos negros e levemente ondulados caíam naturalmente sobre os ombros. Ela estava elegante e solene, exalando um charme irresistível.
Afinal, ela ia fechar um negócio à tarde, e a aparência era fundamental nessas ocasiões.
Quando Naiara desceu as escadas, os olhos de Felícia brilharam.
— Senhora, tem algum compromisso importante hoje?
Naiara sorriu levemente.
— Sim, tenho um encontro.
Felícia não perguntou mais, apenas comentou:
— Faz bem sair um pouco. Ficar presa nesta mansão o dia todo só adoece a alma.
Naiara, é claro, entendeu a mensagem nas entrelinhas.
— Ah, senhora. — Certificando-se de que não havia ninguém por perto, Felícia baixou a voz. — A velha senhora Franciely, a madame Karina, e a Sra. Adriana vão se mudar para cá. Disseram que é para facilitar o cuidado com o bebê.
Franciely e Karina não moravam com Naiara e Carlos.
E Adriana, a princípio, vivia com Nilton em outra propriedade da família.
Agora, por causa de Adriana e seu escândalo de traição e sementes bastardas, três casas se uniriam em uma só.
Aquela mansão, sem dúvida, se tornaria um verdadeiro inferno.
Facilitar o cuidado com o bebê?
Que desculpa mais esfarrapada para vigiar e impor a falsa honra da família!
— Felícia.
A governanta trouxe o café da manhã:
— Pois não, senhora?
— Eu sei que você se importa comigo. — disse Naiara, com o tom frio e preciso de sempre. — Mas, de agora em diante, não me defenda mais nesta casa. Você precisa manter o seu emprego. Quanto aos meus problemas, eu mesma os resolverei.
Carlos, em respeito às décadas de serviço dedicado de Felícia à família Lucca, poderia até relevar.
Mas Franciely e Karina eram mulheres cruéis.
Se Felícia as ofendesse, seria expulsa sem piedade.
E com a idade avançada de Felícia, encontrar outro emprego na alta sociedade seria quase impossível.
— Eu entendi, senhora. — Felícia assentiu.
Naiara deu uma mordida em um pãozinho e, de repente, sentiu um forte enjoo, tendo uma ânsia de vômito.
Felícia, uma mulher experiente, arregalou os olhos:
— Senhora, por acaso você está...
Naiara balançou a cabeça negativamente para ela.
Por acaso Adriana era mais importante do que a própria irmã dele?
— Tenho que ir à empresa à tarde, não tenho tempo. Vá no meu lugar e ponto final.
— Eu também não tenho tempo, eu...
— Carlos, benzinho, vem rápido... o bebezinho golfou um pouquinho.
A voz doce e asquerosa de Adriana ecoou de repente pelo telefone.
Carlos respondeu imediatamente:
— Chega, encerramos por aqui. Não se esqueça de buscá-la.
A ligação foi encerrada abruptamente.
Naiara olhou as horas.
Ainda era cedo.
Tinha tempo de sobra para passar na joalheria.
Quarenta minutos depois.
O dono da joalheria a recebeu pessoalmente. Ele avaliou a peça e, incrédulo, inspecionou o colar de diamantes coloridos repetidas vezes.
Naiara esperou pacientemente.
Diante de um item tão valioso, era natural que ele duvidasse da autenticidade à primeira vista.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...