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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 15

Ao sair da joalheria, Naiara ainda sentia que tudo era surreal.

Seria um golpista?

Mas ele aceitou depositar o dinheiro antes de pegar a joia, o que não soava como o modus operandi de um estelionatário.

Naiara ligou para Isadora.

Isadora não viu motivo para desconfiança:

— Talvez o cara realmente tenha se encantado pela joia e, com medo de que você desistisse e se recusasse a vender, ofereceu um valor mais alto de propósito.

Naiara achou que Isadora tinha razão e parou de quebrar a cabeça com isso.

Restava aguardar e ver se o bilhão e meio realmente cairia na sua conta.

À tarde, Naiara chegou ao local combinado com dez minutos de antecedência.

O Jardim das Ametistas era uma casa de chá de altíssimo padrão.

A decoração priorizava móveis clássicos de madeira nobre, com esculturas refinadas. Mesas tradicionais sustentavam delicados incensários.

Lanternas em estilo palaciano iluminavam o ambiente de forma quente e acolhedora, conferindo ao espaço um ar antigo e aristocrático.

Ao entrar na sala privativa, Naiara deparou-se com uma silhueta masculina impecável.

Ele estava de costas, aparentemente admirando um quadro na parede.

No entanto, ele parecia ser a verdadeira obra de arte do recinto, emanando a postura inabalável de um soberano.

— Boa tarde. Fui agendada pela Srta. Isadora. Meu sobrenome é Jasmim.

O homem se virou. O tempo pareceu parar por alguns segundos.

O que fez Naiara encará-lo não foi apenas o seu rosto absurdamente belo, mas sim a sua aura de domínio absoluto.

— Olá. Meu sobrenome é Xavier, Afonso Xavier. — disse ele.

Naiara estendeu a mão instintivamente:

— Naiara.

Afonso permaneceu estático por um instante, sem mover a mão.

Naiara sentiu-se constrangida e já ia recuar o braço.

Foi então que a mão dele avançou, segurando parcialmente a dela.

A palma dele era quente, e um fluxo de calor espalhou-se pela ponta dos dedos de Naiara.

O calor foi efêmero. Ambos sentaram-se frente a frente.

Afonso quebrou o silêncio com elegância:

— Devo chamá-la de Srta. Naiara ou Sra. Lucca?

Naiara foi pega de surpresa:

— Então, qual é o preço que a Srta. Naiara tem em mente?

— Três bilhões.

Afonso pausou por alguns segundos antes de falar:

— Os lucros que a Srta. Naiara mencionou são apenas suposições. Na verdade, ao pagar dois bilhões, estou fazendo uma aposta.

— E se eu perder?

— Não vai perder. — Naiara retrucou sem hesitar. — Tenho total confiança neste jogo.

— A Srta. Naiara parece muito confiante.

Enfrentando o olhar analítico dele, Naiara não demonstrou fraqueza.

— Certamente.

— Feito. — Os lábios finos do homem se moveram. — Três bilhões.

Naiara paralisou.

Ele simplesmente... aceitou?

Sem pechinchar ou questionar nada?

— No entanto, eu tenho uma condição. — ele finalizou.

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