— Assim que eu volto, você quer me mostrar quem manda! Você não suporta olhar para mim e quer me humilhar de propósito, não é?!
Vitória disparou uma enxurrada de acusações.
Naiara não franziu sequer um músculo do rosto.
— Primeiro, o aeroporto tem fiscalização rígida contra carros clandestinos. Portanto, é impossível que você tenha pegado um. Conhecendo a sua personalidade de patricinha que não se contenta com qualquer coisa, o que você pediu foi, com certeza, um carro executivo de luxo autorizado.
— E como era um carro autorizado, não aconteceria de o motorista abandoná-la no meio da rua à toa. Se eu não estiver enganada, você deve ter ofendido o motorista. A sua extrema falta de respeito fez com que ele não tivesse outra escolha a não ser convidá-la a se retirar do veículo.
— Quanto a quase ter sido atropelada por uma bicicleta elétrica, nove em cada dez vezes é porque você estava andando na rua sem olhar por onde ia.
Andar de nariz empinado sempre foi a marca registrada de Vitória.
— Você... — Vitória mordeu o lábio, atônita por alguns instantes. — Mentira!
Mas que diabos!
Será que aquela mulher tinha bola de cristal?
Como ela sabia de tudo em tantos detalhes?
E o pior é que não havia errado uma vírgula.
Mas, mesmo que fosse verdade, Vitória jamais admitiria.
Ela não gostava de Naiara. Desde a primeira vez que a viu, a odiou.
Por isso, quando Carlos e Naiara se casaram, Vitória destruiu secretamente o vestido de noiva de Naiara.
Sorte que Naiara foi inteligente e pediu a Isadora que preparasse outro em segredo.
Foi até bom.
Afinal, ela também não havia gostado do vestido que Carlos escolhera.
Graças à petulância da mimada Vitória, acabou sendo um favor disfarçado.
Naiara sentou-se vagarosamente, falando sem pressa: — Se é mentira ou não, você mesma sabe muito bem lá no fundo. Crianças não deveriam ter o hábito de mentir.
Nos três anos de casamento, Naiara passara quase os três anos presa dentro de casa.
Até o próprio Carlos achava aquilo sufocante, mas Naiara parecia extremamente habituada e nunca reclamava.
Na verdade, Carlos não sabia de nada.
Naiara realmente ficava em casa, mas nunca havia abandonado a sua paixão.
Aquele jogo de arte em pixel começou a ser desenvolvido de forma independente antes mesmo de ela se casar com Carlos. Foram quatro anos dedicados a ele, trabalhando de oito a dez horas por dia, até que o desenvolvimento fosse um sucesso.
Onde ninguém podia ver, Naiara nunca deixou de se esforçar.
Ela apenas não queria exibir isso para os outros.
Mesmo ao seu marido, Carlos, ela nunca mencionara uma palavra sequer.
Vendo que Naiara não dizia nada, Carlos levantou-se abruptamente. — Ficou muda? Não me ouviu?!
Felícia entrou às pressas, segurando um saco de estopa nas mãos. — Seu Carlos, não brigue com a Dona Naiara. Ela fez tudo isso pelo senhor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...