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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 25

Carlos a confortou com toda a atenção do mundo:

— Fale, Adriana. Não há estranhos aqui.

Adriana forçou uma expressão constrangida.

— Eu não sei se foi o choque de ver a foto do Nilton agora pouco, mas o meu peito ainda está doendo. Carlos, será que a minha depressão está voltando?

Naiara assistia a toda aquela cena como quem observa um espetáculo teatral.

A vontade de gargalhar era imensa, mas o esforço para segurar o riso era exaustivo.

Antigamente, aquela mansão parecia uma prisão solitária de tão silenciosa. Mas agora, com a chegada de Adriana, as coisas tinham ficado muito mais divertidas.

Se fosse ao zoológico assistir ao teatrinho dos macacos, pelo menos teria que pagar ingresso.

Ali não. O show era de graça.

Como era de se esperar, Carlos ficou profundamente compadecido.

— Vou te levar de volta ao seu quarto e ficarei te vigiando até você pegar no sono.

E ele disse aquilo sem demonstrar o menor pudor de estar na frente da própria esposa.

Por sorte, a "esposa" não se importava e manteve a sua pose generosa.

— Carlos, leve logo a Adriana para o quarto dela. Eu já ouvi falar que se uma mulher pegar friagem no resguardo, as sequelas ficam para a vida toda. Vá fazer companhia a ela. Se o Nilton soubesse o quanto ela está sofrendo, certamente não conseguiria descansar em paz.

As farpas carregadas de ironia foram compreendidas até mesmo por Adriana.

Um brilho de ódio atravessou os olhos da intrusa, mas sumiu num piscar de olhos.

Já Carlos apenas captou o sentido literal das palavras e sentiu uma pontada de remorso no peito.

— Mas você...

Ele havia acabado de prometer que ficaria com Naiara, e recuar agora o enchia de culpa.

Somado ao fato de que Naiara demonstrava uma postura tão nobre e compreensiva, Carlos vacilou.

Antes, aquela mulher só lhe retribuía com olhares gelados ou palavras ásperas.

Mas agora, estava tão dócil.

Será que ela realmente havia aceitado a situação?

Contudo, por qual motivo a submissão e a generosidade dela não lhe traziam nenhuma alegria?

Naquele momento, Carlos chegou até a desejar que Naiara armasse um escândalo e fizesse um barraco.

É claro que Naiara havia lido a mente de Carlos perfeitamente.

Ela rangeu os dentes e praguejou mentalmente: "Que patético!"

No rosto, no entanto, o sorriso continuava imaculado.

— Eu estou ótima. A saúde da Adriana é a prioridade, leve-a para descansar.

[Aos 15, enquanto ocupava a posição de capitão do time de basquete do colégio, criou um algoritmo de recomendação musical que acabou sendo comprado por uma multinacional pelo valor de 7 milhões.]

[Aos 18, ingressou na instituição de ensino superior de maior prestígio tecnológico do mundo, recebendo o título de "Prodígio da Programação".]

[Aos 24 anos, assumiu os negócios da família e, num intervalo de apenas dois anos, transformou a Tecnologia Nuvem Pioneira em uma potência tecnológica de alcance global.]

[...]

Quanto mais lia, mais Naiara sentia vontade de se ajoelhar e cultuar aquele deus da tecnologia.

Até que seu olhar se fixou em uma única linha ao final.

[Noiva: Isabella Âncora.]

Uma faísca de curiosidade acendeu dentro de Naiara.

Que tipo de mulher excepcional essa tal de Isabella teria que ser para merecer estar ao lado de um homem que observava a mediocridade do mundo do topo da pirâmide?

O telefone tocou. Era Isadora.

— Encontrei a pessoa que você me pediu. E pode ter certeza de que é cem por cento confiável.

Naiara sorriu com satisfação genuína.

— Suas habilidades nunca me decepcionaram.

Isadora: — E então, qual é a jogada?

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