Naiara recebeu a acusação com uma calma assustadora.
Ela por acaso tinha aberto a boca?-
Não havia dito uma única palavra!
— O que a Adriana fez foi com o consentimento de toda a família! Se quer saber a verdade, isso que você tem é inveja pura!
— Você está casada com o Carlos há três anos e sua barriga nunca deu sinal de vida. Se tem alguém para culpar, culpe a sua própria incapacidade de nos dar um herdeiro!
As palavras de Karina foram carregadas de um veneno ambíguo.
Naiara ergueu o rosto, devolvendo um olhar cortante e respondeu com precisão:
— Pelo tom da senhora, mãe, parece que a cunhada não deu à luz para deixar um herdeiro para o irmão falecido, mas sim para dar um herdeiro ao Carlos no meu lugar. É isso?
Karina ficou paralisada, os olhos arregalados.
— N-Não foi isso que eu quis dizer! Eu quis dizer que você é invejosa!
Naiara deu um sorriso sutil e não se deu ao trabalho de retrucar.
Discutir com gente irracional era perda de tempo.
Sem contar que Karina a odiava até o osso.
Adriana, com os olhos vermelhos, assumiu o papel de pacificadora.
— Mamãe, não brigue com a cunhada, por favor. Se a senhora fizer isso, as pessoas vão achar que eu sou a causadora da discórdia entre nora e sogra. Eu me sentiria um monstro.
A expressão de Karina mudou de imediato para um sorriso maternal e bajulador.
— Está bem, meu anjo, a mamãe não vai falar mais nada. Eu só estava te defendendo. Tem gente que se aproveita da sua bondade e acha que pode pisar em você.
— Hmph. Como se não houvesse mais ninguém na família Lucca para te proteger.
Adriana abriu os braços, pegando o bebê. Seu olhar transbordava afeto.
E também... satisfação.
Desde a morte de Nilton, o peso de uma casa cheia apenas de mulheres dominava a mansão Lucca.
Da matriarca Franciely, passando por Karina, até a irmã mais nova Vitória Lucca — que ainda estudava na Europa —, e por fim, Adriana e Naiara.
Carlos era a única figura masculina que restara.
Agora, com a chegada do segundo herdeiro homem, a família Lucca estava radiante.
Após amamentar a criança, Adriana devolveu o bebê a Karina.
Karina o segurou no colo, dando tapinhas suaves nas costas dele.
Nisso, o celular de Adriana tocou.
Ela atendeu, mas desligou rapidamente.
— Mamãe! — disse Adriana, com o rosto iluminado. — Meu pai ligou, disse que vem me visitar à tarde com a minha mãe.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...