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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 416

— Quando se tem capacidade o suficiente, você pode ir tão longe quanto quiser. — disse Afonso.

Naiara hesitou por um breve momento.

Estar na companhia de um homem como ele era genuinamente leve.

Uma diferença brutal de quando estava com Carlos.

Aquele homem beirava o narcisismo patológico.

Não importava o quão bem ela fizesse as coisas, o que recebia em troca era apenas desprezo, repressão e um sarcasmo gélido.

O olhar de Afonso pousou sobre os olhos paralisados dela.

— Lembrou-se do passado?

Naiara voltou a si, visivelmente surpresa.

— Como você sempre consegue adivinhar o que estou pensando?

Ele deu um sorriso sutil.

— Talvez seja apenas coincidência.

Coincidência?

Uma vez era coincidência.

Mas todas as vezes?

Ainda seria coincidência?

— Lembrei-me de algumas coisas do passado. Sinto muito arrependimento.

— Arrependimento?

— Sim. Sinto que não deveria ter desperdiçado três anos da minha vida em vão.

— Não diria que foi um desperdício. O que amadurece uma pessoa nunca é a idade, mas sim as experiências.

Naiara deu um sorriso amargo.

— E o que faz uma pessoa cair em si nunca são os grandes conselhos, mas sim quebrar a cara.

O tom de Afonso era reconfortante.

— Todas as experiências servem para moldar quem você é. Portanto, não foi tempo perdido.

Apoiando o queixo em uma das mãos, Naiara curvou levemente os olhos.

— Afonso.

— Sim?

— Nós já nos conhecemos antes? Há muito tempo?

Afonso fez uma leve pausa.

— Por que essa pergunta de repente?

— Nada demais. Só me veio à cabeça.

— Creio que não.

O olhar de Naiara oscilou.

— Você já sabia que a Tempestade era eu desde o início, não é?

Afonso, que estava prestes a se levantar para servir água, paralisou por um instante ao ouvir a pergunta.

Em seguida, sorriu levemente.

— Você se escondia tão bem. Eu não sou tão poderoso assim.

Os dois ficaram subitamente sem reação.

O rumo daquela conversa...

A atmosfera havia ganhado uma tensão diferente.

Afonso tirou o copo quente do micro-ondas e o entregou a ela.

Naiara estendeu a mão para pegá-lo.

Mas, com a mente a mil por hora, suas mãos vacilaram.

Afonso, com reflexos rápidos, tentou segurar o copo.

Ele conseguiu agarrar o vidro, mas o leite recém-aquecido derramou sobre a mão dele, e algumas gotas respingaram em sua camisa cinza-clara.

A primeira reação de Naiara foi se preocupar com a mão dele.

Uma mão tão elegante não podia sofrer uma queimadura.

Sem pensar, ela segurou os dedos de Afonso, limpando rapidamente o líquido com um guardanapo, enquanto perguntava, aflita:

— Você está bem? Se queimou? Me desculpe, me desculpe, eu fui muito descuidada.

Afonso, por sua vez, só conseguia se preocupar com ela.

Ainda bem que o leite havia caído apenas nele.

Só então ele se tranquilizou.

De repente, ele sentiu a respiração quente dela roçando em seu rosto. No instante em que virou a cabeça, o ritmo de seus batimentos cardíacos descompassou.

Os lábios dos dois estavam perigosamente próximos.

Bastava que ele se inclinasse um milímetro para tocá-la.

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