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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 803

Quando Gualter bateu na porta e entrou no escritório, Fábio já havia caído em um sono profundo.

Ele devia estar realmente exausto, pois dormia pesado.

Naiara pegou o próprio casaco e cobriu o amigo delicadamente, gesticulando para Gualter para que conversassem do lado de fora.

No corredor, Gualter sussurrou:

— O Rogério Valente disse que quer que nós dois visitemos a fábrica deles amanhã.

A fábrica do Grupo Tida não ficava em Rio Belo, mas em outra cidade.

Naiara respondeu sem hesitar:

— Tudo bem, amanhã eu vou com você.

Gualter parecia hesitante.

— Eu vi o percurso. São cerca de quatro ou cinco horas de estrada. Você aguenta? Se preferir, eu explico a situação a eles e vou sozinho.

Naiara levou a mão à lombar, massageando-a levemente para aliviar a tensão.

O tempo havia passado voando e, num piscar de olhos, ela já estava quase no sexto mês de gravidez.

— Como é a nossa primeira parceria, precisamos demonstrar seriedade. Não pegaria bem se eu não fosse.

— Mas e o seu corpo...

— Estou bem. Não exige tanto esforço físico assim.

Gualter não insistiu.

Ele conhecia bem o temperamento de Naiara: uma vez que tomava uma decisão, ela não voltava atrás.

Assim como quando decidiu que ela e o King seriam apenas amigos. Desde então, os dois não haviam mais se visto, e ele nunca mais ouviu Naiara pronunciar o nome dele.

As poucas notícias que tinham sobre o King eram exatamente as mesmas que todos viam na mídia.

Logo após o banquete de aniversário de Henrique Xavier, a imprensa publicou uma foto de Afonso e Isabella Âncora.

Na foto, Afonso estava sentado e Isabella estava levemente inclinada, sussurrando algo em seu ouvido.

Embora o ângulo da câmera não permitisse ver a expressão de Afonso com clareza, a proximidade íntima dos dois era inegável.

Isabella tinha uma enorme legião de fãs fervorosos em Porto das Estrelas, e o público pareceu estar muito satisfeito com o casamento arranjado, considerando Afonso o partido ideal. A seção de comentários transbordava com uma avalanche de votos de felicidade.

Gualter nunca perguntou o que Naiara pensava sobre isso.

Não por falta de vontade de perguntar.

Mas porque não podia.

Havia coisas que, a essa altura, haviam se tornado tópicos proibidos.

Porque ninguém sabia dizer se, debaixo de toda aquela fachada de serenidade, o coração dela já não estava dilacerado.

Naiara já havia terminado o trabalho, mas ficou com pena de acordar o homem que ainda dormia profundamente no sofá.

Então, apenas aguardou que ele acordasse sozinho.

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