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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 418

E também traziam... muita segurança.

— Afonso.

— Sim?

— Você acabou de mudar de assunto.

Afonso se fez de desentendido.

— Mudei?

— Mudou? — Naiara piscou para ele. — Me diga você. Mudou ou não?

Os lábios de Afonso se curvaram ligeiramente.

— Não mudei.

Naiara soltou um murmúrio de brincadeira.

— O senhor Afonso também sabe ser cínico.

Afonso não conseguiu segurar o riso.

— Lembra que você me deve o prêmio daquela aposta? — prosseguiu ela.

É claro que Afonso se lembrava.

— Não esqueci. Você pode me pedir qualquer coisa, sem prazo de validade. Pode cobrar quando quiser.

— Então eu quero cobrar agora.

Afonso pareceu adivinhar o que estava por vir. Seus olhos escuros cintilaram levemente.

— Certo.

Naiara tomou o último gole de leite, pegou um lenço e enxugou os lábios com delicadeza.

— Eu quero que, nas perguntas que vou fazer a seguir, você me diga apenas a verdade.

— Tudo bem.

De repente, Naiara hesitou.

Sentia medo de que a resposta fosse exatamente o que ela havia deduzido.

E se fosse verdade?

Como ela interpretaria os motivos dele para fazer tudo aquilo?

Naiara se preparou mentalmente antes de abrir a boca.

— Vou perguntar mais uma vez. Lá atrás, você investigou e descobriu que a Tempestade era eu?

Afonso sustentou o olhar dela com uma profundidade indescritível por alguns segundos.

— Sim.

— Então... o patrocínio para os meus estudos no exterior, a ajuda para me livrar do assédio daquele filho de político, e o prêmio de cem mil... Foi tudo você.

Afonso não respondeu de imediato.

Naiara o encarou.

— Você não vai mentir para mim, não é?

Naiara sentiu um súbito nervosismo.

— Interesses egoístas?

— Eu...

O toque de celular interrompeu o momento mais uma vez.

Desta vez, era o de Naiara.

Ao ver o nome na tela, ela franziu a testa imediatamente.

Afonso lançou um olhar para o identificador de chamadas.

— Não quer atender?

A ligação era de Luciana.

Naiara estava exausta daquela situação.

— Foi ela quem disse palavras cruéis, foi ela quem cortou os laços familiares, foi ela quem jurou que nunca mais queria ver a minha cara, e agora vive me ligando dia sim, dia não.

— Provavelmente quer confirmar o que aconteceu na família Lucca. — pontuou Afonso.

Naiara atendeu.

E, como esperado.

O tom de Luciana transbordava fofoca e um inegável prazer de quem se alegra com a desgraça alheia.

— Ouvi dizer que aquele velho bateu as botas? É verdade?

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