Naiara manteve a compostura e sequer olhou para ele.
Com o avanço da gravidez, por precaução, ela já havia começado a usar roupas mais largas.
— Depois de sair da família Lucca, passei a comer e dormir bem. É natural que eu tenha ganhado um pouco de peso.
A resposta de Carlos foi atípica:
— É bom ter ganhado peso. Você era muito magra antes. Assim, está ainda mais bonita.
Naiara deu um sorriso amarelo.
— Carlos, prefiro que você fale como antes. Não estou acostumada com essa sua atitude repentina.
— As pessoas mudam — retrucou ele.
Naiara ficou em silêncio. Caminharam mais alguns passos até Carlos abrir a boca novamente.
— Eu vou me mudar.
— Não precisa me contar isso — respondeu ela, indiferente.
Carlos não insistiu. Aquele comportamento contido era surpreendente.
Na sala de medicação, Belmira cochilava. Naiara se aproximou e a chamou suavemente.
— Madrinha.
Belmira abriu os olhos.
— Naiara, isso... — Ela parou ao notar que Carlos também estava lá, visivelmente surpresa. — Sr. Carlos? O que faz aqui?
Carlos não respondeu à pergunta, apenas indagou:
— A senhora está se sentindo melhor?
Embora não gostasse muito da família Lucca, Belmira manteve a educação.
— Estou bem melhor agora, graças à Naiara, que me trouxe correndo.
— Tem alguma coisa que a senhora queira comer? Eu posso ir comprar.
Belmira deu um sorriso sutil.
— Não precisa, muito obrigada, Sr. Carlos.
— Pode me chamar apenas de Carlos.
O sorriso de Belmira desapareceu levemente.
— Quando vi a sua avó tempos atrás, ela parecia tão forte e saudável. Quem diria que nos deixaria tão de repente... É uma pena.
O olhar de Carlos vacilou por uma fração de segundo.
— Acho que esse é o destino.
Belmira não pôde deixar de suspirar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...