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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 491

O próprio Carlos não sabia explicar por que havia recuado.

Seu desejo, até instantes atrás, era intenso.

Mas, no exato momento em que estava prestes a possuí-la, uma aversão inexplicável tomou conta do seu peito. E essa repulsa foi o suficiente para extinguir qualquer chama de luxúria que restasse.

Carlos tinha a absoluta convicção de que não havia nada de errado com seu corpo. O problema, ao que tudo indicava, estava em sua mente.

Assim que chegou à porta do quarto, ouviu o choro estridente da criança.

César Lucca andava bastante agitado naquelas últimas noites. Karina sempre colocava a culpa no feng shui da casa. De repente, Carlos também começou a achar que talvez fosse hora de se mudarem o mais rápido possível.

No quarto, a babá ninava o bebê nos braços.

Ao notar a presença de Carlos, ela se apressou em cumprimentá-lo.

— Sr. Carlos.

Ele apenas murmurou um som de assentimento, com o olhar fixo nos traços do rosto da criança.

De fato, o bebê guardava certas semelhanças com Adriana. Mas, com ele, não parecia haver qualquer traço em comum.

— Com quem você acha que ele se parece? — perguntou Carlos.

A babá não pensou muito e respondeu com sinceridade.

— Acho que puxou mais à senhora.

— E comigo? — insistiu ele.

A mulher observou a criança por um momento.

— Bem, ele não se parece muito com o senhor, Sr. Carlos, mas o pequeno ainda é muito novinho. Já vi vários bebês que, quando recém-nascidos, são a cara da mãe, mas à medida que crescem vão ficando cada vez mais parecidos com o pai.

O olhar de Carlos permaneceu cravado no rosto de César por mais um longo tempo antes que ele finalmente se afastasse.

Pátio do Luar.

A luz deslumbrante e luxuosa do lustre de cristal refletia as silhuetas de um casal que, à primeira vista, parecia feito um para o outro.

Naiara levou o copo aos lábios para beber. Foi só então que percebeu que já estava vazio.

— Quer que eu sirva mais um pouco? — perguntou Afonso.

— Não precisa, já não estou mais com sede — respondeu ela, visivelmente sem graça.

Na verdade, ela nem sequer estava com sede. Beber água era apenas uma forma de aliviar a sensação de não saber o que fazer consigo mesma.

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