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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 61

Afonso quase não hesitou. — Sim.

A pessoa que ele achava que ficaria com raiva, de repente, riu.

— Fico feliz que não tenha mentido para mim. Na verdade, eu sempre soube que você não me ama.

O homem no carro franziu a testa levemente, reprimindo suas emoções.

José observou a expressão de Afonso pelo espelho retrovisor e sentiu uma pontada de pena.

Embora estivesse ao lado do jovem mestre há tantos anos e parecesse conhecê-lo bem, às vezes sentia que não o compreendia de verdade.

Havia momentos em que ele simplesmente não fazia ideia do que se passava na mente de Afonso.

Ele costumava ficar sentado sozinho por longos períodos.

Parecendo solitário e desolado.

— Que coincidência, eu também não te amo. — Isabella sorriu com indiferença. — Mas, afinal, somos noivos e não pretendo começar outro relacionamento. Então, Afonso, por que não tentamos de verdade? Quem sabe não acabamos nos apaixonando.

A ligação terminou, e um peso de preocupação cobriu o semblante de Afonso.

Naiara voltou para a Baía Esmeralda e encontrou a casa estranhamente silenciosa.

Felícia correu até ela. — Dona Naiara, por que demorou tanto? Aconteceu uma desgraça.

Sem alterar a expressão, Naiara perguntou: — O que aconteceu?

Felícia: — O pequeno César foi levado para o hospital.

Naiara congelou por um instante.

O menino estava realmente doente? Não era mais um dos joguinhos sujos da Adriana?

Naiara foi para o quarto trocar de roupa. Quando saiu, deparou-se com uma multidão voltando da rua.

Era literalmente uma multidão.

A família Lucca inteira havia se mobilizado.

Sem dar chance para explicações, Karina avançou e apontou o dedo na cara de Naiara, aos gritos.

— Qual é a sua verdadeira intenção?! O César estava doente e você ainda obrigou o Carlos a ficar com você para assinar aquela transferência de bens! Você é uma mulher egoísta e venenosa!

Naiara lançou um olhar frio para Adriana.

Os olhos de Adriana estavam vermelhos, e ela segurava a criança contra o peito, protegendo-a como se fosse seu bem mais precioso.

A expressão de Franciely também era terrível, parecia pronta para devorar Naiara viva.

— Adriana, leve a criança para o quarto agora. Descanse bem e não deixe ele pegar friagem. Se acontecer alguma coisa com você ou com o meu bisneto, não seria exatamente o que certas pessoas desejam?

Ao passar por Naiara, Adriana parou e levantou a manga da roupinha da criança.

Havia algumas manchas vermelhas no braço do menino.

— Cunhadinha, o Cesarzinho estava mesmo doentinho, mas eu não queria atrapalhar os negócios importantes entre você e o Carlos. Por isso, pedi especificamente à Vitória que não contasse nada. Desculpe, cunhadinha...

Naiara ouviu aquilo com total confusão.

O que estava acontecendo ali?

Fazendo cena de vítima?

Franciely estava com o coração partido pela criança. — Adriana, vá para o quarto! Por que está se explicando para alguém com um coração de pedra? Além disso, ela já conseguiu o que queria, acha que ela se importa com suas desculpas?

Naiara não tinha como se defender, só pôde assistir Adriana voltar para o quarto agindo como uma vencedora.

Franciely explodiu em fúria. — Sorte que o meu bisneto não teve nada grave hoje. Se algo acontecesse com o herdeiro dos Lucca, você assumiria a culpa por manchar a honra da nossa família?

Naiara rebateu com frieza: — Assumir o quê? Fui eu quem fez o seu bisneto ficar doente?

Franciely: — E você ainda pergunta? Por que não deixou o Carlos voltar no mesmo instante?

Naiara olhou diretamente para Carlos.

— Eu gostaria de saber o que você disse a eles.

Carlos abriu a boca para falar, mas sob os olhares esmagadores de Franciely e Karina, ele se calou.

Vitória deu um passo à frente, parecendo um galo de briga.

— Assim que soube, eu avisei o meu irmão imediatamente! Ele queria voltar, mas você não deixou! Insistiu que ele terminasse de assinar a transferência dos bens primeiro!

Naiara manteve os olhos fixos em Carlos.

Carlos não disse uma única palavra.

O coração de Naiara esfriou completamente.

Ela não queria se explicar.

E desdenhava ter que fazê-lo.

Ela havia calculado tudo, menos a possibilidade de a criança estar realmente doente.

Quanto mais Franciely olhava para Naiara, mais irritada ficava.

— Como nora mais velha, ser tão mesquinha e implacável... Esta definitivamente não é a mulher que queremos para a família Lucca!

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