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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 65

Ao meio-dia, Isadora enviou uma mensagem.

Tudo estava resolvido.

Naiara olhou para a foto na tela e sorriu.

Ela estava ansiosa para ver a expressão de Carlos quando ele voltasse à noite e visse aquele laudo médico em suas mãos.

Franciely e Karina só retornaram no fim da tarde.

Por isso, Felícia conseguiu entregar comida para Naiara com tranquilidade.

Naiara não passou nem um pingo de fome.

Aquele 'castigo' serviu apenas como uma desculpa perfeita para ela ter paz e silêncio.

Naiara passou o dia inteiro organizando os dossiês dos programadores e desenvolvedores geniais que, devido à sua influência secreta, haviam ingressado na empresa de Carlos.

Quando terminou, enviou os arquivos criptografados para Afonso.

Afonso respondeu com apenas uma palavra.

[Recebido.]

Assim que Naiara apagou o histórico de mensagens, a porta do quarto foi empurrada de forma brusca, sem que ninguém batesse.

Carlos entrou. Ele exalava o cheiro de álcool.

Conforme ele se aproximava, o cheiro de uísque se intensificou, fazendo Naiara franzir a testa em desgosto.

Carlos sentou-se na beirada da cama e afrouxou o colarinho.

— Naiara.

Naiara o observou em silêncio.

Nos últimos dias, aquele homem estava agindo de forma estranha, quase instável.

Ela preferia mil vezes quando ele a tratava como invisível.

A mão de Carlos tocou o rosto dela, e seus olhos carregavam uma emoção indecifrável e obscura.

— A partir de hoje... é melhor parar de irritar a vovó.

Pelo visto, Franciely havia dito algo a ele.

— Hoje ao meio-dia, a vovó foi à empresa. Ela falou sobre nós dois.

Naiara: — E então?

Carlos deu um sorriso ambíguo: — Adivinhe.

Naiara: — Não consigo adivinhar.

Carlos apertou a bochecha dela com força, num tom imperativo.

— Adivinhe! Eu quero ver se você, como minha esposa, consegue ler a minha mente.

Naiara: *Vá para o inferno com a sua mente!*

Mas, em voz alta, disse com frieza: — Se a vovó exige que você se divorcie de mim, imagino que você vá obedecer.

Carlos semicerrrou os olhos: — Tem tanta certeza assim?

Naiara usou o feitiço contra o feiticeiro, respondendo de forma dócil e compreensiva.

— A vovó é a matriarca da família. Mesmo você deve passar por muitos momentos de impotência diante dela. Eu compreendo isso perfeitamente e não quero ser um fardo para você.

— Se você quiser o divórcio, eu assino.

Carlos: — E sairia de mãos abanando?

Hah.

Como esperado, eles já tinham tudo arquitetado para deixá-la sem um centavo.

Naiara manteve a postura impecável. — Basta você pedir.

Os lábios de Carlos se curvaram em um sorriso distorcido e supostamente gentil.

— Como eu nunca percebi antes o quanto você é generosa e atenciosa?

Naiara: — Porque você nunca olhou de verdade para mim.

Carlos puxou a mão de Naiara.

Ele acariciava os dedos finos e elegantes dela como se fossem sua posse favorita.

— Sendo assim, a partir de hoje pretendo olhar muito bem para você.

Um arrepio subiu pela espinha de Naiara.

— O que você quer dizer com isso?

Um traço de repulsa selvagem atravessou o rosto de Carlos.

— A vovó é a matriarca, sim. Mas ela não manda na minha vida pessoal. Contanto que eu não queira, ela nunca poderá me forçar. Afinal...

— O neto favorito dela já está morto.

Naiara sentiu o sangue gelar nas veias.

O Carlos de hoje exalava uma aura sombria e aterradora.

— Naiara. — Carlos brincava com a mão dela. — A verdade é que a vovó sempre teve um favoritismo cego pelo Nilton. Um favoritismo tão grande que... se eu e o Nilton quiséssemos a mesma coisa, ela sempre mandava eu abrir mão para ele.

Naiara quase deixou escapar: *'Isso inclui se apaixonarem pela herdeira dos Fontana ao mesmo tempo?'*

— Por isso... — A voz de Carlos carregava o orgulho tóxico e controlador dos Lucca. — O que eu mais odeio nesta vida, é ter que ceder!

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