Clínica de Repouso da Zona Norte.
Um lugar afastado, quase isolado da malha urbana de Rio Belo. Olhando de fora, parecia realmente um retiro focado na recuperação e no bem-estar.
Havia jardins arborizados, infraestrutura impecável e funcionários bem treinados.
Mas, lá dentro, a realidade era outra.
Os corredores eram escuros; as paredes e o chão exibiam manchas de umidade e desgaste. As cores monótonas e opressivas davam ao lugar a verdadeira atmosfera de um hospital psiquiátrico de segurança máxima.
As janelas de alguns quartos eram soldadas, e cortinas pesadas bloqueavam qualquer raio de sol. Havia câmeras em cada canto, garantindo monitoramento vinte e quatro horas por dia.
Ronaldo torceu o nariz, enojado. Odiava aquele cheiro forte de álcool misturado com desinfetante hospitalar, além dos gritos e murmúrios insanos que vinham dos quartos a todo momento.
Ficar ali por dez minutos já era insuportável. Se alguém fosse condenado a passar o resto da vida naquele lugar, perderia a sanidade em pouco tempo.
No entanto, Ronaldo não sentia a menor compaixão pela mulher à sua frente.
Ele ainda se lembrava muito bem do dia em que ela lhe dera um tapa no rosto, ferindo profundamente o seu orgulho masculino.
— Srta. Adriana, assine estes dois documentos, por favor.
Se não visse com os próprios olhos, ninguém acreditaria que aquela mulher de cabelos emaranhados, rosto cadavérico e olhar vazio, incapaz de focar em qualquer coisa, um dia fora a intocável princesinha da família Fontana.
Felizmente, ela ainda preservava um pingo de lucidez. Sabia muito bem o que eram aqueles papéis nas mãos de Ronaldo.
O acordo de transferência total de bens e os papéis do divórcio.
Adriana escondeu as mãos desesperadamente atrás das costas. Seus olhos vermelhos e injetados transbordavam pânico.
— Por quê?! Por que ele está fazendo isso comigo?! Por que o Carlos está fazendo isso?!
O tom de Ronaldo era de puro desprezo.
— E você ainda tem a audácia de perguntar o motivo? Você e o Wilson sabem muito bem o que fizeram com o Sr. Carlos.
— Eu... eu não sei! Eu não sei de nada! — Adriana começou a gritar histericamente, como se estivesse tendo um colapso. — Eu não sei! Eu não fiz nada!
— Orlando Braga. Esse nome te diz algo? — disparou Ronaldo.
O corpo de Adriana teve um espasmo de terror.
— Não sei! Não conheço essa pessoa!
Ronaldo deu uma risada fria.
— Você gosta mesmo de pagar para ver, não é?
Subitamente, Adriana avançou e agarrou as roupas de Ronaldo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...