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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 720

Gualter carregou o amigo nas costas até o apartamento.

A porta tinha uma fechadura digital.

Mas qual era a senha?

Naiara tentou digitar o aniversário de Afonso.

Errado.

A data de fundação da Aliança King?

Também errado.

— Tenta a data do seu aniversário — sugeriu Gualter.

— Impossível — rebateu Naiara.

Mas mesmo negando em voz alta, suas mãos digitaram automaticamente os números do seu próprio aniversário.

Bip.

A porta se abriu.

Era realmente o aniversário dela...

Gualter soltou dois estalidos com a língua.

Não disse nada, mas parecia ter dito tudo.

Gualter colocou Afonso sobre a cama do quarto principal.

— Ajuda ele a trocar de roupa, né? Não vai deixá-lo dormir apertado desse jeito, deve ser muito desconfortável.

— Como eu vou trocar a roupa dele? Troca você.

Gualter inclinou a cabeça, olhando para ela de lado.

— Antes você estava doida para ir para a cama com ele, e agora vai fingir que não se conhecem?

Naiara ficou muda.

— Tá bom, tá bom, eu troco — cedeu Gualter.

E ele começou o serviço.

Naiara apressou-se em sair do quarto.

Pouco depois, a voz de Gualter soou lá de dentro.

— Pronto, pode entrar.

Só então Naiara abriu a porta.

De fato, ele já estava vestido com o pijama.

Gualter cobriu-o até o pescoço com o edredom.

— Feito. Vou para casa dormir.

Naiara acompanhou-o até a porta.

Gualter bloqueou a passagem.

— Onde você vai?

— Voltar para casa, oras.

Gualter apontou para a pessoa na cama.

Naiara abriu a boca para falar de novo.

Gualter foi mais rápido:

— E eu ouvi dizer que beber demais pode até causar morte súbita, viu? Vai que...

— Chega! — Naiara o fuzilou com os olhos. — Eu devia pegar uma fita adesiva e fechar essa sua boca.

Gualter deu um sorrisinho.

— Então, por precaução, é melhor você vigiar o sono dele.

As palavras de Gualter de fato a deixaram balançada.

Ele acenou com a mão e deu as costas.

— Fui, tô caindo de sono. Não precisa me acompanhar até a porta, eu mesmo tranco.

Logo, ouviu-se o som da porta principal se fechando.

Sem relutar mais, Naiara optou por ficar.

Por mais que Gualter merecesse um soco por aquele jeito folgado, ele não deixava de ter razão.

O homem na cama rolou subitamente para o lado, e seu braço escapou debaixo do edredom.

Naiara se aproximou e guardou o braço dele de volta sob a coberta.

Talvez por causa de todo o álcool no sangue, o corpo dele estava muito quente.

Assim que Naiara tentou recolher a mão, ele a agarrou.

Com um puxão brusco de Afonso, Naiara desequilibrou-se e caiu sobre o peito dele.

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