Gualter carregou o amigo nas costas até o apartamento.
A porta tinha uma fechadura digital.
Mas qual era a senha?
Naiara tentou digitar o aniversário de Afonso.
Errado.
A data de fundação da Aliança King?
Também errado.
— Tenta a data do seu aniversário — sugeriu Gualter.
— Impossível — rebateu Naiara.
Mas mesmo negando em voz alta, suas mãos digitaram automaticamente os números do seu próprio aniversário.
Bip.
A porta se abriu.
Era realmente o aniversário dela...
Gualter soltou dois estalidos com a língua.
Não disse nada, mas parecia ter dito tudo.
Gualter colocou Afonso sobre a cama do quarto principal.
— Ajuda ele a trocar de roupa, né? Não vai deixá-lo dormir apertado desse jeito, deve ser muito desconfortável.
— Como eu vou trocar a roupa dele? Troca você.
Gualter inclinou a cabeça, olhando para ela de lado.
— Antes você estava doida para ir para a cama com ele, e agora vai fingir que não se conhecem?
Naiara ficou muda.
— Tá bom, tá bom, eu troco — cedeu Gualter.
E ele começou o serviço.
Naiara apressou-se em sair do quarto.
Pouco depois, a voz de Gualter soou lá de dentro.
— Pronto, pode entrar.
Só então Naiara abriu a porta.
De fato, ele já estava vestido com o pijama.
Gualter cobriu-o até o pescoço com o edredom.
— Feito. Vou para casa dormir.
Naiara acompanhou-o até a porta.
Gualter bloqueou a passagem.
— Onde você vai?
— Voltar para casa, oras.
Gualter apontou para a pessoa na cama.
Naiara abriu a boca para falar de novo.
Gualter foi mais rápido:
— E eu ouvi dizer que beber demais pode até causar morte súbita, viu? Vai que...
— Chega! — Naiara o fuzilou com os olhos. — Eu devia pegar uma fita adesiva e fechar essa sua boca.
Gualter deu um sorrisinho.
— Então, por precaução, é melhor você vigiar o sono dele.
As palavras de Gualter de fato a deixaram balançada.
Ele acenou com a mão e deu as costas.
— Fui, tô caindo de sono. Não precisa me acompanhar até a porta, eu mesmo tranco.
Logo, ouviu-se o som da porta principal se fechando.
Sem relutar mais, Naiara optou por ficar.
Por mais que Gualter merecesse um soco por aquele jeito folgado, ele não deixava de ter razão.
O homem na cama rolou subitamente para o lado, e seu braço escapou debaixo do edredom.
Naiara se aproximou e guardou o braço dele de volta sob a coberta.
Talvez por causa de todo o álcool no sangue, o corpo dele estava muito quente.
Assim que Naiara tentou recolher a mão, ele a agarrou.
Com um puxão brusco de Afonso, Naiara desequilibrou-se e caiu sobre o peito dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...