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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 721

Naiara apoiou-se nos braços e encarou aqueles olhos ligeiramente enevoados.

— Afinal, você está bêbado ou não? — perguntou ela, já sem paciência.

Ele não respondeu, apenas deslizou os dedos pelo rosto dela, num carinho repetitivo.

Naiara afastou a mão dele com um tapa leve, um tanto irritada.

— Está fingindo?

Com a voz rouca, ele apenas perguntou:

— É você?

Naiara hesitou por um segundo.

— Afonso?

O homem continuou murmurando:

— Naiara, é você mesma?

O coração de Naiara deu um aperto repentino, e sua voz soou involuntariamente mais suave.

— Sou eu, sim.

Ele murmurou como uma criança indefesa:

— Minha cabeça dói.

Naiara começou a massagear as têmporas dele.

— Você bebeu demais, por isso está com dor de cabeça.

— E também... — a voz dele carregava a aspereza do álcool — pensei em muitas coisas, por isso dói.

— Então pare de pensar e durma um pouco.

Ele se esforçou para abrir os olhos.

— É tão bom estar bêbado.

Naiara sentiu um aperto no peito.

— Não é nada bom!

— É bom, sim. — Ele ergueu o canto dos lábios num sorriso ingênuo. — Só estando bêbado eu tenho coragem de olhar para você assim, sem reservas.

O coração de Naiara falhou uma batida. Sem coragem de dar corda ao assunto, ela tentou apenas acalmá-lo.

— Fique quieto, feche os olhos e durma.

Afonso, teimoso, recusou-se a fechar os olhos.

Naiara fingiu estar zangada.

— Se continuar assim, vou te ignorar e ir embora.

A voz do homem carregou um traço de desolação.

— Eu sei que você vai embora, por isso não posso fechar os olhos. Quero olhar para você mais um pouco.

Tentando ignorar a pontada de dor no peito, Naiara o persuadiu com doçura:

— E se eu não for embora? Você promete que vai ser bonzinho e dormir?

— Hum... — Ele apertou a mão dela com força. — Eu sempre escuto o que você diz.

O celular de Afonso tocou novamente.

Naiara tentou alcançar o aparelho no bolso dele, mas o homem simplesmente não largava sua mão.

Sem alternativa, ela desistiu.

Logo em seguida, o som de vômito ecoou lá de dentro.

Por fim, o barulho da descarga anunciou o silêncio.

Naiara esperou por um bom tempo, mas, como não ouviu mais nada, começou a se preocupar.

Com medo de ver o que não devia, ela caminhou até a porta do banheiro, mantendo o rosto virado.

— Afonso, você está melhor?

A resposta que recebeu foi um abraço firme, por trás.

Naiara não ousou se mexer, aterrorizada com a ideia de esbarrar onde não devia.

A voz dele, rouca e sedutora, sussurrou em seu ouvido:

— O que você viu agora há pouco?

As orelhas de Naiara estavam pelando.

— Eu... eu não vi nada.

— Mentira.

Naiara desejou ardentemente colocar uma tarja na imagem que insistia em piscar em sua mente.

Preferia morrer a admitir que tinha visto aquilo.

Afonso, com firmeza, a fez virar de frente para ele.

Naiara fechou os olhos instantaneamente.

No entanto...

O toque quente em seus lábios fez com que ela arregalasse os olhos no mesmo instante.

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