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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 729

Isadora não disse nada, apenas riu, teimosa.

Foi um riso amargo, mas também desafiador.

Fábio caminhou a passos largos para alcançar Naiara.

— Naiara!

— Fábio!

Enquanto Naiara olhava para trás, Fábio também se virou.

Yara surgiu correndo em direção a eles como uma borboleta espalhafatosa.

Ser jovem devia ser ótimo, ela estava vestida feito uma princesinha.

A garota era obstinada: ficou sozinha em Rio Belo apenas para esperar por seu amado Fábio.

Ficava claro que Fábio não nutria a menor simpatia pela garota. Na verdade, a achava insuportável.

— Você ainda não voltou para casa?

Yara tinha toda a pose de filha mimada de família rica, mas na frente dele, ficava notavelmente contida.

— Não vou voltar. Vou ficar aqui para fazer companhia a você.

Fábio estava sem paciência.

— O que eu quero com a sua companhia? Não sabe que sou um homem casado? O que você está fazendo correndo atrás de um homem compromissado?

Yara lançou um olhar para o dedo anelar dele.

— Casado e nem usa a aliança de casamento? Fábio, você não ama aquela mulher, por que se casou com ela?

— Se eu a amo ou não, isso não muda o fato de que não sinto nada por você. Volte logo para casa. Se você se perder por aí, seus pais vão vir cobrar a conta de mim!

— Eles não vão cobrar nada de você. Eles disseram que eu tenho o direito de correr atrás da minha própria felicidade.

Fábio quase engasgou. Decidiu que não valia a pena continuar perdendo tempo com ela.

— Naiara, você está bem?

Ela sorriu suavemente:

— O que poderia ter acontecido comigo?

— Fiquei com medo de que a Isadora tivesse dito coisas desagradáveis a você.

— Não, hoje foi tudo bem.

Fábio soltou um suspiro de alívio.

— Que bom, então. Venha, vou te pagar um café.

Naiara aceitou:

— Claro.

Colocar o papo em dia com um amigo costumava ser algo relaxante, mas...

— Pra que dar bola pra ela?

Naiara deu um sorriso leve.

— Acho bonitinho. Ela tem coragem para amar e odiar, não tem medo de demonstrar o que sente e até viajou milhares de quilômetros por amor.

Fábio soltou uma risada debochada.

— E lá ela sabe o que é o amor?

Yara não gostou do tom.

— Primeiro: eu não sou mais criança! Já tenho vinte e quatro anos!

— Segundo: é claro que eu sei o que é o amor!

Naiara não resistiu ao impulso de provocá-la.

— Então, me diga: o que é o amor?

A garota limpou o glacê no canto da boca e pensou com seriedade.

— Eu acho que o verdadeiro amor não é atração de momento e não é desejo pela aparência. É saber que as coisas podem não dar certo e, ainda assim, ter o impulso de querer continuar. Porque dá mais medo de perder a pessoa. Ninguém quer passar o resto da vida arrependido e viver apenas de lembranças.

— O verdadeiro amor não é soltar a mão quando você está cansado. É não abandonar o outro, mesmo que vocês tenham diferenças. Não importa o quão difícil ou sofrido fique, é a vontade de buscar todos os jeitos possíveis para ficarem juntos, dar tudo de si pelo outro.

A jovem piscou seus grandes olhos úmidos, olhando para as duas pessoas boquiabertas à sua frente, e perguntou de forma tímida:

— Por que vocês ficaram calados? Eu falei alguma bobagem?

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