Isadora não disse nada, apenas riu, teimosa.
Foi um riso amargo, mas também desafiador.
Fábio caminhou a passos largos para alcançar Naiara.
— Naiara!
— Fábio!
Enquanto Naiara olhava para trás, Fábio também se virou.
Yara surgiu correndo em direção a eles como uma borboleta espalhafatosa.
Ser jovem devia ser ótimo, ela estava vestida feito uma princesinha.
A garota era obstinada: ficou sozinha em Rio Belo apenas para esperar por seu amado Fábio.
Ficava claro que Fábio não nutria a menor simpatia pela garota. Na verdade, a achava insuportável.
— Você ainda não voltou para casa?
Yara tinha toda a pose de filha mimada de família rica, mas na frente dele, ficava notavelmente contida.
— Não vou voltar. Vou ficar aqui para fazer companhia a você.
Fábio estava sem paciência.
— O que eu quero com a sua companhia? Não sabe que sou um homem casado? O que você está fazendo correndo atrás de um homem compromissado?
Yara lançou um olhar para o dedo anelar dele.
— Casado e nem usa a aliança de casamento? Fábio, você não ama aquela mulher, por que se casou com ela?
— Se eu a amo ou não, isso não muda o fato de que não sinto nada por você. Volte logo para casa. Se você se perder por aí, seus pais vão vir cobrar a conta de mim!
— Eles não vão cobrar nada de você. Eles disseram que eu tenho o direito de correr atrás da minha própria felicidade.
Fábio quase engasgou. Decidiu que não valia a pena continuar perdendo tempo com ela.
— Naiara, você está bem?
Ela sorriu suavemente:
— O que poderia ter acontecido comigo?
— Fiquei com medo de que a Isadora tivesse dito coisas desagradáveis a você.
— Não, hoje foi tudo bem.
Fábio soltou um suspiro de alívio.
— Que bom, então. Venha, vou te pagar um café.
Naiara aceitou:
— Claro.
Colocar o papo em dia com um amigo costumava ser algo relaxante, mas...
— Pra que dar bola pra ela?
Naiara deu um sorriso leve.
— Acho bonitinho. Ela tem coragem para amar e odiar, não tem medo de demonstrar o que sente e até viajou milhares de quilômetros por amor.
Fábio soltou uma risada debochada.
— E lá ela sabe o que é o amor?
Yara não gostou do tom.
— Primeiro: eu não sou mais criança! Já tenho vinte e quatro anos!
— Segundo: é claro que eu sei o que é o amor!
Naiara não resistiu ao impulso de provocá-la.
— Então, me diga: o que é o amor?
A garota limpou o glacê no canto da boca e pensou com seriedade.
— Eu acho que o verdadeiro amor não é atração de momento e não é desejo pela aparência. É saber que as coisas podem não dar certo e, ainda assim, ter o impulso de querer continuar. Porque dá mais medo de perder a pessoa. Ninguém quer passar o resto da vida arrependido e viver apenas de lembranças.
— O verdadeiro amor não é soltar a mão quando você está cansado. É não abandonar o outro, mesmo que vocês tenham diferenças. Não importa o quão difícil ou sofrido fique, é a vontade de buscar todos os jeitos possíveis para ficarem juntos, dar tudo de si pelo outro.
A jovem piscou seus grandes olhos úmidos, olhando para as duas pessoas boquiabertas à sua frente, e perguntou de forma tímida:
— Por que vocês ficaram calados? Eu falei alguma bobagem?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...