Naiara e Fábio trocaram um olhar e riram constrangidos.
Eles tinham acabado de tomar uma lição de moral de uma garotinha.
— Fábio. — Yara se aproximou um pouco mais dele. — Eu nunca vim a Rio Belo antes. Me acompanha para dar um passeio pela cidade?
Ele rejeitou a ideia de imediato.
— Não tenho tempo!
— Ah, me leva só para dar uma volta! Eu só conheço você por aqui, não conheço mais ninguém.
Fábio rebateu:
— Vá logo para casa! Não tenho tempo para aturar seus caprichos!
Yara empinou o nariz.
— Não vou voltar! Vou esperar você mudar de ideia!
A cabeça de Fábio estava a ponto de explodir.
— Eu nunca me interessei por você, como eu iria mudar de ideia? Vá procurar a sua turma, gente da sua idade para brincar, e pare de me irritar!
Yara respondeu, sorridente:
— Eu gosto de te irritar.
— Escuta aqui, garotinha.
Fábio revirou os olhos, e de repente seu rosto adotou uma expressão gélida.
— Já estou quase com trinta e um anos. Não tenho o menor interesse em crianças como você. Fui claro o suficiente?
Embora tenha ficado um pouco chateada, Yara manteve o sorriso no rosto.
— Você só é seis anos mais velho que eu, que mal tem nisso?
— Tem todo o mal do mundo! — A paciência de Fábio esgotou de vez, e ele elevou o tom de voz. — Eu não tenho a menor atração por você! Você não entende?
Yara deu um pulo na cadeira de susto.
— Pra que falar assim?
O rosto do homem estava tão sério que chegava a ser ameaçador.
— Dá o fora daqui. Agora.
Yara fez um biquinho. Empurrou o bolo para longe e saiu correndo.
Naiara olhou para a própria roupa, agora suja com um respingo de bolo que voara da confusão, sem saber se ria ou chorava. Puxou um guardanapo de papel e, enquanto limpava a mancha, comentou:
— Para que assustar a menina desse jeito? E se ela sair correndo assim e acontecer alguma coisa?
Fábio cruzou as pernas, recuperando a compostura.
— Se eu não fizesse isso, ela ia continuar grudada que nem chiclete.
Naiara retrucou:
— Você sabe muito bem.
Naiara soltou um suspiro quase inaudível.
— Não. Será melhor assim. Tanto para ele quanto para mim.
Fábio, por um momento, perdeu as palavras.
— A verdade é que eu realmente queria que você e o Afonso ficassem juntos. Eu não tive a chance de realizar o sonho de viver o meu amor, então eu torcia para que ele conseguisse. O mais importante é que vocês gostam um do outro. Deveriam ficar juntos.
Naiara recostou-se languidamente na cadeira. Ela levou a mão à barriga, sentindo a energia da nova vida.
— Sabe o que eu estava pensando agora há pouco, quando fazia o ultrassom e ouvi o coração do bebê batendo?
— O que você estava pensando?
— Eu estava pensando... — Ela abriu um sorriso que transbordava felicidade genuína. — Quando este bebê nascer, vou ser a melhor mãe possível. Vou dar a ele uma vida calma, em paz, e garantir que cresça são e salvo.
Fábio ficou em silêncio por um bom tempo antes de balançar a cabeça.
— Entendo.
A uma curta distância, Isadora caminhava em direção ao estacionamento.
Naiara lançou o olhar para aquela direção.
— Não vai atrás dela?
Fábio apenas soltou um sorriso amargo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...